14/01/2015

RN: dívidas é de R$ 610 milhões

A dívida do Governo do Estado do Rio Grande do Norte é de R$ 610 milhões. O valor foi apresentado nesta quarta-feira (14), em entrevista coletiva, após a primeira reunião do governador Robinson Faria com os auxiliares de primeiro escalão da administração direta e indireta. A entrevista foi concedida pelo secretário de Planejamento de Finanças, Gustavo Nogueira.

Na entrevista, o secretário admitiu que ainda não há uma solução para o problema, mas “estudos”. Segundo explicou, R$ 529 milhões da dívida total são pendências de 2014, que se somam a R$ 86 milhões de restos a pagar dos anos anteriores.

A problemática se acentua com a folha de pessoal inativo, que deixa uma dívida mensal na previdência de R$ 90 milhões. Além disso, ainda há o impacto, já para esse ano, da implantação dos planos de cargos e carreiras dos servidores, que terão um acréscimo anual na folha de R$ 366 milhões. Especificamente sobre o ano passado, o secretário estadual de Planejamento observou que R$ 215 milhões estão como liquidados (ou seja, as despesas já foram atestadas) e outros R$ 167 milhões estão ainda como a liquidar.

Nas dívidas acumuladas pelo Executivo, R$17 milhões são duodécimos que não foram repassados aos demais poderes; R$ 8,8 milhões com os restaurantes populares e R$ 4,52 milhões são débitos com locação de veículos.

O secretário estadual de Planejamento confirmou ainda que R$ 93,5 milhões são contribuições previdenciárias não pagas. “O Governo do Estado (gestão Rosalba Ciarlini) deixou de pagar a parcela correspondente à contribuição patronal e ainda aquela descontada do servidor e que deveria ser depositada na previdência” Outros R$ 31 milhões foram retidos nos salários dos servidores correspondentes a empréstimos consignados, mas também não foram repassados aos bancos, dos quais os servidores são devedores.

Por Alderi Dantas, 14/01/2015 às 21:36 -  Foto: Ana Amaral/TN 

Servidores do TJ/RN aprovam indicativo de greve

Na próxima quarta-feira (21), os servidores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) cruzam os braços em protesto às medidas de corte de gastos adotadas pela corte. O indicativo de greve foi deliberado nesta quarta-feira (14), em assembleia na praça 7 de setembro (Natal) – no mesmo horário em que o pleno aprovava uma moção de apoio ao presidente Cláudio Santos pela adoção das medidas.

A praça amanheceu o dia com cartazes e discursos inflamados que questionavam a adoção das medidas sem discussão com os servidores.

O atual presidente do TJ-RN assumiu o cargo com 1.920 servidores ativos e outros 364 comissionados. Na semana passada, 231 comissionados que ocupavam cargos de diretores de secretaria foram cortados. O corte foi o primeiro da série de oito medidas administrativas para adequação de gastos com pessoal dentro de um prazo de 60 dias a partir de determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que desencadeou o movimento dos servidores. A Corte também planeja suspender gratificações.

O TJRN afirmou que não tomará, de início, medidas contra a paralisação, como judicialização ou corte de ponto. “Recebemos a notícia informalmente. Esperamos a notificação oficial agora, mas eu lamento, estou apenas cumprindo ordens. Para mim, é uma greve inusitada. Já vi greve por melhoria de salário e contratação, mas uma greve porque o tribunal está cumprindo a lei eu nunca tinha visto”, criticou o desembargador-presidente Cláudio Santos.

Por Alderi Dantas, 14/01/2015 às 17:13

Ex-secretária de Assu é nomeada para cargo no governo do Estado

Publicada na edição desta quarta-feira (14) do Diário Oficial do Estado a nomeação de Maira Leiliane Oliveira Almeida. Ela assume o cargo de secretária adjunta do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social.

Maira Leiliane era – até dias atrás – secretária municipal de Desenvolvimento Social e Habitação da prefeitura do Assu.

A titular da Secretaria Estadual de Trabalho e Ação Social (SETHAS) é Julianne Faria, esposa do governador Robinson Faria.

Delkiza Cavalcante é quem fica na secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação em Assu nomeada pelo prefeito Ivan Júnior.

Por Alderi Dantas, 14/01/2015 às 01:08

13/01/2015

Dilma sanciona lei que concede pensão vitalícia a atleta olímpica

Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira a sanção da presidente Dilma Rousseff à lei que concede pensão vitalícia para Lais Souza. A esquiadora, ex-ginasta, perdeu os movimentos dos braços e das pernas em janeiro de 2014, após sofrer um grave acidente durante treinos para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi.

A lei, aprovada pelo Congresso Nacional no fim do ano passado, prevê pensão mensal e vitalícia a Lais em valor equivalente ao limite máximo do salário de benefício do Regime Geral de Previdência Social: R$ 4.390,24. O benefício é pessoal e não se transmite aos herdeiros da atleta. O valor será atualizado periodicamente segundo os índices e critérios da Previdência.

A justificativa apresentada no Congresso para a aprovação da lei foi o fato de Lais Souza ter representado o país em competições internacionais desde os 12 anos. A pensão segue os moldes do que é concedido aos jogadores de futebol que integraram a Seleção nas Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970.

Autora do projeto da lei que beneficiou Lais, a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) também busca a aprovação de uma lei que crie uma espécie de seguro de acidentes pessoais a todos os atletas que representam o Brasil em Jogos Olímpicos ou Paralímpicos. A medida ajudaria atletas que vivam com recursos limitados e que tenham desenvolvido qualquer deficiência ou lesão permanente decorrente da preparação ou da participação nesses eventos.

Por Alderi Dantas, 13/01/2015 às 21:06 -  Fotos: Divulgação 

Governador do RN busca parceria administrativa no governo federal

O Governador Robinson Faria teve a primeira audiência do mandato com a Presidente da República, Dilma Rousseff, na noite desta terça-feira (13), no Palácio do Planalto, em Brasília. A audiência, que durou quase duas horas, teve a participação do Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, da senadora diplomada, Fátima Bezerra (PT) e do deputado federal Fábio Faria (PSD).

O Governador Robinson Faria solicitou o apoio do Governo Federal para investimentos no Rio Grande do Norte, recebendo a garantia da Chefe do Executivo para a parceria administrativa. No encontro o Chefe do Executivo estadual agradeceu o apoio do Partido dos Trabalhadores na eleição e traçou um cronograma de prioridades a serem tratadas com os ministérios. Os projetos serão apresentados pelo Governo do Estado para melhorias nas áreas da saúde, segurança e infraestrutura.

Por Alderi Dantas, 13/01/2015 às 22:21

AABB de Assu: do luxo ao lixo

A Associação Atlética Branco do Brasil (AABB) já foi um dos pontos de diversão mais glamorosos de Assu. Nas suas dependências ocorreu seguramente os mais memoráveis e grandiosos bailes e festas da sociedade assuense.

Além do salão de festas, o local oferecia uma majestosa área de lazer com piscina e uma quadra que foi durante muito tempo a principal praça esportiva da cidade.

Fechada, sem diretoria, sem funcionários e sem nenhum uso na atualidade, a AABB de Assu vive em verdadeiro abandono o que está contribuindo dia a dia para que sua estrutura física fique cada vez mais deteriorada.

Em 2012, numa reunião ocorrida no dia 21 de novembro na Câmara Municipal do Assu a superintendência do Banco do Brasil no Rio Grande do Norte chegou a garantir que a Federação Nacional das AABB (FENABB) prometia recuperar a AABB/Assu no decorrer do ano de 2013. Já em 2014, uma reunião entre os funcionários da agência do Banco do Brasil/Assu voltou a discutir a restauração do local, no entanto, nada ocorreu a partir dessas iniciativas para a recuperação da referida estrutura neste tempo. E assim, a AABB de Assu vai do luxo ao lixo.

Clique na foto para ampliar


Por Alderi Dantas, 13/01/2015 às 00:32 -  Fotos: Alderi Dantas 

12/01/2015

Secretário de Educação convoca UERN para atuar no combate ao analfabetismo

Na primeira audiência com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), o secretário de Educação do Estado, Francisco das Chagas Fernandes, disse que a instituição terá participação efetiva no Plano Estadual de Educação que tem como foco o combate ao analfabetismo e receberá total apoio na busca de parcerias com o governo federal. A primeira manifestação ocorreu com a proposta de uma agenda em Brasília.

Em reunião com o reitor Pedro Fernandes e o vice-reitor Aldo Gondim, o secretário acatou o pedido da UERN para a busca de inclusão da instituição no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) e já se dispôs a solicitar uma audiência no Ministério da Educação (MEC) para tratar do assunto e também da volta da UERN ao programa INCLUIR que implanta políticas de acessibilidade nas universidades brasileiras.

Por Alderi Dantas, 12/01/2015 às 20:50

Robinson visita lagoa do Piató e hospital. Mas, existem mais coisas em Assu esperando por ele

O Governador Robinson Faria esteve no último sábado (10), em Assu, dialogando com a população e garantindo que irá oferecer as condições para desassorear o canal que liga o rio Piranhas-Açu a lagoa do Piató, de forma que possa ser reestabelecida a ligação natural entre os dois reservatórios. O assoreamento do canal causou a seca da lagoa e tem trazido prejuízos sociais e econômicos, principalmente, aos moradores das comunidades do Canto do Umari, Bela Vista, Areia Branca, Bangue, Olho D`água e Porto.

Em Assu, o governador também visitou o Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos que passa por problemas na escala de profissionais médicos, equipamentos quebrados e em falta e a estrutura física deteriorada.

Mas, muitas outras coisas de responsabilidade da gestão estadual no município do Assu espera a atuação do governador. Entre as questões cito: 1) Segurança Pública; 2) Conclusão da obra de saneamento básico do Assu, convênio celebrado no ano de 2008; 3) Condições logística para implantação da ZPE do Sertão; 4) ampliação da oferta de novos cursos no Campus Avançado Walter de Sá Leitão (UERN); 5) Execução do Plano de Resíduos Sólidos do Vale do Açu; 6) Construção do Centro de Educação Profissionalizante.

O leitor pode lembrar de outras questões pendentes – que o titular não tenha lembrado – e enviar para o blog por meio dos comentários ou do fale conosco que faremos o registro.

Por Alderi Dantas, 12/01/2015 às 17:21 -  Foto: Demis Roussos 

Prefeitura do Assu estabelece medidas de contenção e equilíbrio financeiro do município

A prefeitura municipal do Assu levando em consideração o Termo de Alerta de Responsabilidade Fiscal nº 163/2014, expedido pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, em função dos gastos com pessoal ter atingido o limite estabelecido pelo artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, decretou na última sexta-feira (09) através do Diário Oficial do Município a exoneração de ofício de todos os secretários municipais e de todos os cargos de provimento em comissão que compõem a sua estrutura organizacional, ficando mantidos apenas os cargos comissionados referentes aos servidores eletivos pertencentes ao quadro de conselheiros tutelares do município.

A administração municipal esclareceu ainda por meio do ato que nomeações posteriores à publicação do Decreto estarão condicionadas ao cumprimento do limite legal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal e ocorrerão mediante portaria específica expedida pela autoridade competente.

Em novembro do ano passado o chefe do executivo assuense já tinha adotado outras medidas com o propósito de reduzir custos da estrutura pública.

Por Alderi Dantas, 12/01/2015 às 06:33

11/01/2015

ARTIGO

VALE DO AÇU: uma região estratégica para a economia potiguar

Por Joacir Rufino de Aquino e Raimundo Inácio da Silva Filho - Economistas e professores da UERN

O novo governador do Rio Grande do Norte (RN), Robinson Faria (PSD), assumiu seu posto com muitos obstáculos pela frente. Praticamente tudo no RN é prioridade: saúde, educação, segurança, entre outras demandas da vida social. No entanto, é na área econômica que se encontram os maiores desafios. O nosso estado vem enfrentando dificuldades em vários segmentos produtivos e é preciso gerar empregos, ampliar as exportações e melhorar a arrecadação de impostos visando garantir o funcionamento adequado da máquina pública. Nessa perspectiva, cada uma das 19 microrregiões que formam o espaço estadual tem um papel particular a desempenhar, mas, entre elas, sem dúvida, é a microrregião do Vale do Açu àquela que pode contribuir mais rapidamente para o crescimento da economia potiguar.

A microrregião do Vale do Açu ocupa uma área de 4.756,1 km2, o que corresponde a 9,06% do espaço geográfico norte-rio-grandense. Em termos políticos-administrativos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela se divide entre nove municípios: Alto do Rodrigues, Assú, Carnaubais, Ipanguaçu, Itajá, Jucurutu, Pendências, Porto do Mangue e São Rafael. Neles, segundo o último Censo Demográfico, realizado em 2010, residiam 140.534 pessoas (4,4% da população estadual).

É consenso no meio acadêmico e governamental que o Vale do Açu se apresenta como uma das localidades do RN com maior potencial para atividades produtivas ligadas ao agronegócio, tanto patronal, quanto familiar. Detentora da maior oferta de recursos hídricos do estado, com especial destaque para a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, e de solos de alta fertilidade, a região agrega todas as condições naturais necessárias à realização de projetos na área da fruticultura irrigada e demais setores da indústria extrativa e de transformação.

Grosso modo, do ponto de vista geoeconômico, o território açuense se destaca por ser uma das áreas do semiárido nordestino mais bem provida de recursos naturais. É rico em água doce, solos de ótima qualidade, petróleo, gás natural, minerais, ventos (recentemente explorados pela indústria energética) e outros elementos da biodiversidade. Ademais, situa-se próximo dos principais centros consumidores do RN e dos estados vizinhos, o que lhe garante vantagens competitivas capazes de atrair investidores e pessoas de várias partes do Brasil e do mundo.

Apesar do seu grande potencial e do sucesso isolado de alguns empreendimentos, a participação dos municípios do vale açuense na economia potiguar ainda é relativamente baixa. De acordo com o levantamento recente do IBGE, entre 2002 e 2012, a riqueza produzida na região tem oscilado em torno de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. E o que é mais preocupante: a sua participação neste indicador macroeconômico vem declinando ao longo do tempo em relação às demais microrregiões potiguares. Enquanto em 2002 os nove municípios do Vale ocupavam conjuntamente o 4º lugar no PIB norte-rio-grandense, em 2012, eles caíram para a 5ª posição, sendo superados pelas microrregiões de Natal, Mossoró, Macaíba e Macau.

Mas por que uma unidade geográfica que concentra tantas vantagens naturais e locacionais apresenta um desempenho econômico tão modesto e tem perdido importância relativa no PIB potiguar? Uma parte da explicação para essa pergunta está associada à desestruturação das atividades produtivas locais causada pelas enchentes de 2008/2009 e pela grande seca que atingiu todo o semiárido nos últimos três anos. Todavia, há muitas evidências de que o desempenho econômico açuense tem sido emperrado principalmente pela carência de investimentos públicos e privados capazes de potencializar suas energias produtivas em escala ampliada.

De fato, basta dizer que parcela significativa do peixe consumido diariamente por nossa população é proveniente do estado do Ceará porque até agora não foram instalados nenhum dos 10.000 tanques-rede possíveis de serem implantados na barragem Armando Ribeiro. Na área de fruticultura, o Distrito Irrigado Baixo Açu enfrenta dificuldades estruturais e metade da sua área de 6.000 hectares ainda não foi ocupada desde a criação do projeto no início da década de 1990. Ademais, as frutas da região continuam sendo vendidas a atravessadores sem qualquer beneficiamento, pois faltam, por exemplo, fábricas de doce e suco para agregar valor à produção. A maioria dos agricultores familiares da região também não conta com assistência técnica regular ou sistemas de irrigação e os produtores de manga apresentam dificuldade em exportar a produção e gerar divisas para o erário público por falta de um Packing House (galpão padronizado de processamento e embalamento pós-colheita) para adequar as frutas às exigências do mercado internacional.

Na esfera industrial, a história se repete. Faz tempo que os ceramistas locais tentam viabilizar a instalação do gás natural para melhorar a competividade de suas fábricas e não conseguem obter êxito em seu pleito. A mineração em Jucurutu e em outras áreas, foi inviabilizada por problemas de logística e o projeto do terminal graneleiro em Porto do Mangue caminha a passos lentos sem previsão de implantação. Já a Zona de Processamento de Exportação (ZPE do Sertão), projeto promissor que representaria um grande impulso para agregar valor aos produtos exportados pela economia do RN, praticamente não saiu do papel e corre o sério risco de ser completamente extinta por falta de apoio governamental.

Em relação ao setor de comércio e serviços, por sua vez, o Vale do Açu padece com um limitado padrão educacional e com a falta de qualificação técnica. Os índices de desempenho dos estudantes nos exames nacionais de avaliação ainda estão bem abaixo do recomendado. No Ensino Superior, instituições públicas importantes como a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) apresentam problemas de infraestrutura e faz tempo que não consegue ampliar a oferta de novos cursos para ajudar na melhoria do capital humano e na oferta de serviços de qualidade para a população em geral. O rico patrimônio histórico-cultural e ambiental da localidade, que poderia ser explorado para impulsionar as atividades ligadas ao turismo, tem sido dilapidado ano a ano, por falta de regulação, proteção e investimentos.

Esses e outros problemas atuam, assim, como fatores bloqueadores das potencialidades da microrregião em tela. Registre-se que a maioria dos gargalos mencionados já foi identificada em debates calorosos em diferentes fóruns e comissões nos últimos 15 anos. O que falta é, então, vontade política e investimentos público/privados capazes de remover os fatores que entravam o avanço regional. Isso porque o Vale do Açu é uma região estratégica para o futuro da economia do RN no curto, médio e longo prazo. A questão é apenas criar os incentivos necessários para recolocar a locomotiva nos trilhos. Para tanto, será preciso planejamento estratégico, eficiência na aplicação dos recursos escassos e o estabelecimento de um pacto entre o governo estadual, os prefeitos e os empreendedores privados. É desse pacto pelo desenvolvimento que depende a expansão da economia açuense, e, por tabela, da combalida economia norte-rio-grandense.

- Artigo publicado no jornal O Mossoroense, Mossoró/RN, 10 de janeiro de 2015. p. 5. Disponível em: <http://p.download.uol.com.br/omossoro…/…/pics/pdf/EDICAO.pdf>

Postado em 11/01/2015 às 12:00

06/01/2015

Festa de Irmã Lindalva 2015 começa nesta quarta-feira, 7

A programação da festa de Irmã Lindalva, beatificada pela Igreja católica em 2 de dezembro de 2007, tem início nesta quarta-feira, 7, às 06h, na residência dos seus familiares, na rua Monsenhor Júlio Alves Bezerra, 1800, em Assu (RN), com uma celebração eucarística. A programação no dia dedicado a abertura da festa consta também de uma procissão saindo às 18h15 da residência dos familiares até a igreja matriz da Bem aventurada Lindalva e São Cristovão, momento em que ocorrerá a instalação oficial da festa com abertura solene presidida pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana.

A festa organizada pela Paróquia de Irmã Lindalva, no bairro Janduís (COHAB), no ano de 2014, será vivida de 7 a 17 de janeiro, constando de missas, novenas, procissões, almoço e a tradicional cavalgada, da cidade ao sítio Malhada da Areia, no próximo domingo, 11.

Por ocasião do transcurso da data, o poder executivo municipal estabeleceu ponto facultativo na esfera administrativa do município nesta quarta-feira, 7.

Programação

Dia 07/01 – QUARTA-FEIRA
06h – Celebração Eucarística
Local: Casa de Dona Maria Lúcia (Mãe da Beata Lindalva).
Rua Mons. Júlio Alves Bezerra, 1800
18h15 – Procissão motorizada saindo do local da Missa matutina em direção à Matriz da Bem-Aventurada Lindalva e São Cristóvão 
19h30 – Instalação oficial da festa com abertura solene, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana 
20h30 – Convivência Fraterna

Dia 08/01 – QUINTA-FEIRA (DEVOTOS DA BEATA LINDALVA)
06h – Celebração Eucarística
Local: Casa de: ANA LÚCIA E DEUSINHA
Rua ALFREDO S. DE MACEDO NETO, 70
19h30 – NOVENA - Tema: Família, santuário da vida
20h30  Convivência Fraterna

Dia 09/01 – SEXTA-FEIRA (APOSTOLADO DA ORAÇÃO, LEGIÃO DE MARIA E TERÇO DAS MULHERES)
06h - Celebração Eucarística
Local: Casa de NETO e DARQUINHA
Rua PALMÉRIO FILHO, 10
19h30 - NOVENA - Tema: Família, comunidade evangelizadora
20h30 - Convivência Fraterna

Dia 10/01 – SÁBADO (COMUNIDADES RURAIS E PASTORAL DO BATISMO)
06h – Celebração Eucarística
Local: Casa de DELFINA E GORETE FONSECA
Rua JOSÉ CORTEZ CABRAL, 10
16h – Batizados
19h30 – NOVENA – Tema: Família, igreja doméstica 
20h30 – Convivência Fraterna

Dia 11/01 – DOMINGO (NOITE DA JUVENTUDE, ESCOTEIROS E VOCACIONADOS)
X CAVALGADA DA BEATA LINDALVA
06h - Celebração Eucarística (Igreja Matriz)
09h – Missa do Vaqueiro (Santuário da Beata Lindalva)
11h30 – TRADICIONAL ALMOÇO DA BEATA LINDALVA
Local: Praça de Eventos Radialista Jota Keully
Animação Musical: DODORA CARDOSO
19h30 – NOVENA – Tema: Natureza e fins da família
20h30 – Convivência Fraterna

Dia 12/01 – SEGUNDA FEIRA (CASAIS E PASTORAL DA PESSOA IDOSA)
06h – Celebração Eucarística
Local: Casa de GENILSON LOPES E ELIZABETE
Rua POETA EZEQUIEL L. WANDERLEY, 40, Bairro: VISTA BELA.
19h30 – NOVENA - Tema: A família e o quarto mandamento
20h30 – Convivência Fraterna

Dia 13/01 – TERÇA FEIRA (NOITE DAS COMUNIDADES URBANAS E MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNNHÃO)
06h – Celebração Eucarística
Local: Casa de MARIA GALEGA E PERRÉ
Rua Dr. ERNESTO DA FONSECA, 1018
19h30 – NOVENA - Tema: Família, sinal da bênção de Deus
20h30 – Convivência Fraterna

Dia 14/01 – QUARTA FEIRA (LITURGIA E RENOVAÇÃO CARISMÁTICA)
06h – Celebração Eucarística
Local: Casa de DONA NEUDA BEZERRA
Rua RUA: MIZAEL MIGA DA FONSECA, 109
19h30 – NOVENA – Tema: A Família e as virtudes teologais 
20h30 – Convivência Fraterna

Dia 15/01 – QUINTA FEIRA (PASTORAL DO DÍZIMO E TERÇO DOS HOMENS)
06h – Celebração Eucarística
Local: Casa de FONSECA E NAZARÉ
Rua FRANCISCO PINHEIRO DA FONSECA, 01
19h30 – NOVENA – Tema: A família e a consagração do Dízimo 
20h30 – Convivência Fraterna

Dia 16/01 – SEXTA-FEIRA (CATEQUISTAS, COROINHAS E CRIANÇAS)
06h – Celebração Eucarística
Local: Casa de DONA ALICE COSTA
Rua ALFREDO S. DE MACEDO NETO, 50
19h30 – NOVENA – Tema: A família e o diálogo 
20h30 – Convivência Fraterna

Dia 17/01 – SÁBADO
06h – Celebração Eucarística
Local: Casa de NÉLIO E CÁSSIA
Rua JOSÉ CORTEZ CABRAL, 37
18h30 – Procissão de Encerramento
19h – Celebração de Encerramento, presidida pelo Pe. Francisco Belarmino Gomes SCJ

Por Alderi Dantas, 06/01/2015 às 21:18

Piso salarial de professores tem 13,01% de reajuste e passa a valer R$ 1.917,78

O governo federal reajustou em 13,01% o piso nacional dos professores. Com isso, o salário inicial do professores de escola pública, com formação de nível médio e jornada de trabalho de 40 horas semanais, será de R$ 1.917,78 e passa a valer a partir deste mês.

O novo valor está dentro do que vinha sendo estimado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O cálculo está previsto na Lei do Piso (Lei 11.738/2008), que vincula o aumento ao percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno, referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano.

O piso salarial passou de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011, conforme valores informados no site do MEC. Em 2012, o valor vigente era R$ 1.451; em 2013, passou para R$ 1.567; e, em 2014 foi reajustado para R$ 1.697,39. O maior reajuste foi 22,22%, em 2012.

Por Alderi Dantas, 06/01/2015 às 21:03

Micro e pequenas empresas têm até o dia 30 para aderir ao Simples Nacional

As micro e pequenas empresas que quiserem aderir ao novo Simples Nacional terão até o próximo dia 30 de janeiro para fazer o pedido. Criado em 2006, o programa possibilita o pagamento de até oito tributos federais em apenas uma guia, podendo reduzir em até 40% o imposto.

O Simples Nacional ou Supersimples é destinado ao micro e pequeno empresário que fatura até R$ 3,6 milhões por ano. Este ano, uma mudança nas regras estendeu o benefício para 142 categorias, como engenheiros, médicos, advogados, odontólogos, jornalistas, corretores, arquitetos, veterinários, psicólogos, profissionais de terapia ocupacional, acupuntura, podologia e fonoaudiologia, entre outros.

Por Alderi Dantas, 06/01/2015 às 20:45

04/01/2015

ARTIGO

ABSOLUTIZEMOS!

Por Públio JoséJornalista

De certo tempo pra cá, vem se instalando no Brasil uma gigantesca onda de relativização. Salvo raríssimas exceções, tudo está sendo relativizado. Como, do ponto de vista histórico, para tudo existe o lado contrário, estamos lançando o outro lado da moeda: vamos defender a absoluta absolutização dos fatos! Ora, nos informa a História, para se contrapor à esquerda surgiu a direita; para se contrapor ao preto existe o branco; para se contrapor ao capitalismo veio o comunismo; para se contrapor ao culturalismo criou-se o multiculturalismo; para se contrapor ao liberalismo surgiu o conservadorismo; para se contrapor ao ódio Jesus semeou o amor; para se contrapor ao cristianismo nasceu o ateísmo; para se contrapor ao hedonismo apareceu o anedonismo; para se contrapor ao idealismo despontou o realismo... Daí, para se contrapor ao relativismo, ressuscitemos o absolutismo! Ora, ora, cara pálida!

Interessante se notar que o termo absoluto é atualmente tão distorcido, que está mais ligado à idéia de tirania do que ao posicionamento integral, a postura por inteiro das pessoas nas mais diversas questões. A realidade é que o relativismo vem ganhando mais espaço na concepção moderna de vida, deixando ao absoluto terreno cada vez mais periférico. Isso tanto do ponto de vista individual como universal. Fala-se bastante no relativismo de princípios e valores no Brasil quando, na verdade, tal fenômeno se espalha em todas as latitudes e longitudes. Atingindo mais a quem? Às novas gerações, claro! Pelo desconhecimento e distanciamento quase total delas a respeito de normas de condutas calcadas no absoluto. Hoje, muralhas solidificadas no absoluto – antes intransponíveis aos ataques do relativismo – vêm sendo solapadas em sua natureza por conceitos toscos, enviesados e modernismos extravagantes.

O cristianismo é um exemplo clássico nesse sentido. Dia a dia, o edifício cristão, erguido ao custo de milhões e milhões de vidas – à frente o sacrifício de Jesus na cruz – plantado na seara do amor, do perdão, da santificação, da tolerância, vem sendo dilapidado com precisão cirúrgica. Por quem? Pelo relativismo. A família, baluarte indiscutível dos valores do mundo civilizado, vem sendo desconstruída diuturnamente em seus mais profundos alicerces. A onde é gigantesca, feito tsunami de alarmantes proporções. E aí o que fazer? Embarcar no navio do relativismo para se dar bem, em razão de seu navegar contínuo e agressivo? Adaptar-se aos ditames relativistas da mídia, de ONGs e de governos? Embriagar-se ao som relativista para dançar de antenado diante de amigos e familiares? Ou dar um pouco de espaço à reflexão, à inteligência, ao bom senso, ao discernimento, à análise crítica dos fatos?

Ressuscitemos, portanto, o absolutismo! Ao relativismo da desonestidade respondamos com o absolutismo da honestidade! Ao relativismo da corrupção respondamos com o absolutismo da retidão de caráter! Ao relativismo da frouxidão de hábitos e de costumes respondamos com o absolutismo da ética! Ao relativismo do suborno respondamos com o absolutismo da correção profissional! Ao relativismo da imoralidade respondamos com o absolutismo da moralidade! Ao relativismo da mentira respondamos com o absolutismo da verdade! Afinal, se não agirmos com rigor agora na defesa dos princípios e valores que herdamos, que tipo de civilização deixaremos para os que vierem depois? Um mundo onde corrupção, desfaçatez, desonestidade, imoralidade, amoralidade – de tão banais – passem a vigir como regras de conduta? Acordemos! A hora é de absolutizar. Ou já será tarde demais?

Postado em 04/01/2015 às 12:00

02/01/2015

Robinson Faria orienta secretários para atuarem com rapidez, eficiência e humildade

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), deu posse ao secretariado nesta sexta-feira (2) em cerimônia realizada na Escola de Governo. O gestor pediu que os auxiliares atuem com rapidez, eficiência e humildade.

Os secretários escolhidos por Robinson Faria (PSD) terão dois meses para entregar o planejamento dos próximos quatro anos da gestão.

No entanto, em entrevista ao portal G1 RN, a delegada de Polícia Civil Kalina Leite que assumiu a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social apontou como medida inicial o reforço do policiamento ostensivo nas ruas. "Vamos reforçar o policiamento ostensivo preventivo. Temos um déficit muito grande em recursos humanos, mas vamos otimizar o que a gente tem e trabalhar para trazer de volta policiais cedidos para reforçarem o nosso quadro", disse.

Já o secretário de Saúde, Ricardo Lagreca, afirmou que pretende melhorar a regionalização dos serviços de saúde - otimizando o atendimento nos hospitais regionais, e atuar na regulação dos atendimentos.

O secretário de Educação, Francisco das Chagas Fernandes, foi mais cauteloso e não quis anunciar medidas iniciais. Afirmou que é preciso avançar para garantir a qualidade na educação e que pretende adotar um plano estadual de educação nos moldes do que norteia a política nacional do setor

Por Alderi Dantas, 02/01/2015 às 17:02 -  Foto: Elias Medeiros/G1 

RN: lei põe fim à criação de marcas e slogans próprios na gestão pública

O primeiro dia útil de 2015 traz uma novidade jurídica para o Rio Grande do Norte. Começa a valer, a partir de hoje, na prática, a nova lei do deputado Kelps Lima que pôs fim à criação de marcas e slogans próprios de Governos.

Qualquer que seja a gestão, de agora em diante, seus gestores só poderão usar o brasão do Estado (foto) e a frase “Governo do Estado do Rio Grande do Norte” em suas peças publicitárias.

A lei foi aprovada em 2014, com validade começando em 2015. E inclui também a vedação de fotografia de governante em repartição pública.

A questão da impessoalidade no trato da coisa pública é tratada na Constituição Federal do Brasil, no entanto, a classe política insiste ao longo da história em ferir a lei.

Por Alderi Dantas, 02/01/2015 às 09:25

Robinson Faria: de desacreditado a governador

O governador Robinson Faria (PSD) e o vice-governador Fábio Dantas (PCdoB) tomaram posse dos cargos nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2015, no salão principal do Centro de Convenções de Natal – local que, pela primeira vez, foi palco da solenidade.

Vale lembrar que Robinson Faria entrou no processo eleitoral desacreditado em todas as pesquisas de opinião pública e com o lado adversário cantando vitória logo no primeiro turno. No entanto, não foi isso que aconteceu. Apuradas as urnas do primeiro turno , veio o que os analistas definiram como ‘zebra’, tendência que se consolidou no segundo turno e tirou-o da condição de descreditado a governador do Rio Grande do Norte.

Segue o discurso de posse de Robinson Faria como governador do RN.

"Brasileiros do Rio Grande do Norte,
  
​Neste momento, a minha vida se confunde com a força de todas as minhas emoções. E lanço ao passado um olhar na busca do que aprendi na escola da vida, “onde não há férias”. Com a humildade de perceber que o maior aprendizado ainda está por vir, pedindo matrícula ao futuro. O presente é o desafio, numa hora em que a coragem e a obstinação são companheiras indispensáveis.

​Nunca houve na história política do Rio Grande do Norte um candidato a governador tão abastecido de solidão.

​Dos líderes consolidados, o conselho à desistência. De alguns, aliados de outras lutas, a observação deselegante de que a melhor decisão seria a fuga.

Ou então, na melhor das hipóteses, a composição servil, compondo chapa na arrumação de um acordo conveniente à manutenção dos mesmos mandatários, historicamente estabelecidos na comodidade e força do poder.

​Amparado no afeto da minha família, na memória do meu pai, na colaboração dos meus fiéis aliados, a motivação que me sustenta é ser um instrumento da melhoria de vida do povo potiguar. O generoso sofrido povo, que se revestiu de esperança e me delegou a maravilhosa missão de conduzir seu destino nos próximos anos.

Ao dizer na campanha que ser o melhor governador da história do Rio Grande do Norte era minha motivação, não havia nem há nessa afirmativa qualquer sentido de presunção ou vaidade pessoal.

É a motivação que me obriga a colocar-me a serviço do povo. A ele como objeto mais que principal, pois único, a justificar essa motivação.

Mais do que o líder escolhido livremente pela vontade soberana dos potiguares, invisto-me da condição de servo do meu povo.

E é em nome dele, por ele e para ele que governarei o Rio Grande do Norte. Condição que me leva às fontes onde colhemos os conceitos de Democracia.

Venho de oito embates eleitorais, ainda não conheci, graças a Deus, o amargor da derrota.

Mesmo tendo sido preterido em várias tentativas de me expor à apreciação popular. ​

Não posso considerar derrotas as decisões de cúpula ou de interesse que me excluíram das disputas a que sempre me dispus, e em todas elas sempre movido pelo interesse público.

Porém, essa vitória que me trouxe à beleza e a magia deste momento não tem comparação. Ela é Ímpar em todos os ângulos. Única, na grandiosidade dos números e especialíssima nas circunstâncias que formam os conflitos políticos a sinalizar uma era nova.

Há uma explícita perplexidade a tentar entender o que houve. Ocorre que o povo de tão facilmente enganado, guarda seus segredos indecifráveis.

A resposta popular, neste pleito, que criou este momento, é uma prova desse esconderijo onde o povo surpreende os que se julgavam proprietários da sua vontade. Descobriram que possuir o destino não é o mesmo que possuir a vontade, eternamente.

O momento de reconstrução clama por decisões e atos tão urgentes que descartam ambições pessoais, mágoas ou paixões.

De tão óbvios os clamores, escancarados em todos os recantos da sociedade, que dispensam até a seletiva escolha de prioridades. Vez que cada um dos setores da vida pública acaba por ser parte da prioridade geral. E a prioridade geral é o bem estar do povo.

Não pode haver educação sem saúde, nem saúde sem segurança, nem segurança sem educação.

De tão ligados, nessa tecedura umbilical, e de tão urgentes no clamar por soluções imediatas, confundem-se em utilidade e misturam-se nas fronteiras. São anteriores ao próprio conceito de prioridade. Urdidura do organismo coletivo.

Cada um desses órgãos, componentes do organismo social, tratado especificamente com sucesso, ajudará na solução dos problemas que afligem os outros. O tratamento específico observa o órgão, o cuidado geral visa o organismo.

Na Educação; a implantação efetiva do Plano Nacional de Educação, já previsto e definido em Lei. Convocar as Universidades, públicas e privadas, mediante convênios ou outras formas legais, para compor parcerias permanentes com a gestão estadual.

Elaborar um programa de erradicação definitiva do analfabetismo. Consolidar a municipalização da educação infantil, apoiando os Municípios e fiscalizando os resultados.

Implantar no estado o programa “Brasil Profissionalizado”. Lançar e efetivar o Pronatec estadual. Convocar pais e familiares dos alunos para participarem das decisões escolares. Dignificar a atividade professoral, com salários dignos, respeito profissional e preparação acadêmica.

A situação de sucateamento das escolas não é muito diferente do quadro semelhante, na saúde. Falta de equipamentos, prédios abandonados ou caindo, professores desestimulados, alunos sem aulas.

É uma paisagem de estarrecer, exatamente onde se edifica a promoção humana. O compromisso que assumo, nesta hora, é enfrentar com coragem e inteligência o desafio de mudar esse cenário.

Na saúde; a recuperação dos hospitais regionais, vinte e cinco unidades que se encontram hoje entregues ao abandono, completamente sucateados. Recuperá-los e redefinir os seus perfis.

Criação dos “centros de diagnóstico”, inicialmente em Natal e Mossoró, com vistas a expandi-los, com o fim de desafogar as outras unidades hospitalares.

A Construção do tão sonhado Hospital de Traumas, deixando no Walfredo Gurgel apenas as urgências neurológicas e cardiológicas e o atendimento de cirurgias eletivas.

É urgente retirar dos corredores a condição degradante de enfermarias da vergonha. Valorizar e apoiar os servidores da saúde, em todos os seus níveis.

Estimular e reforçar todas as campanhas preventivas de epidemias, com recursos e convocação das comunidades, dando o exemplo para colher credibilidade.

Estabelecimento de metas que evitem as doenças, antes de sua instalação. Numa ação que integrará um conjunto obreiro, que vai do saneamento, tratamento de águas e campanhas educativas.

Atender a demanda dos carentes no caso de medicamentos caros, devidamente comprovada a carência e a prescrição médica. Não esperar pela judicialização, como ocorre hoje, com bloqueio de recursos e ocupando a justiça, já bastante ocupada e demandada.

Estimular, com a participação universitária, as pesquisas e as providências profiláticas.

Na Segurança; a implantação da Ronda Cidadã, já testada e confirmada em vários lugares do mundo. Onde não deu certo, exceção, o insucesso foi resultado de causas alheias ao espírito do programa. Humanização do servidor da segurança.

No caso dos militares, corrigir o absurdo de dez anos sem promoção. Revisão do Estatuto da Polícia Militar. Aparelhamento técnico e humano da Polícia Civil. Cobrar das polícias, após cuidar dos seus direitos legítimos, o retorno do seu trabalho e entusiasmo na proteção à sociedade.

Essa proteção é um direito inarredável do cidadão comum. Haverá, por parte do governo, uma cobrança diária e exigência hierárquica desse trabalho, que é dever do poder público.

Estabelecidas as prioridades de emergência, não descuidarei dos outros núcleos da vida em sociedade. Pois ao lado delas, não menos importantes, existem as atividades que formam, harmonizam e promovem a convivência social.

Não há sociedade livre sem cultura, turismo, lazer, esporte, vida empresarial, atividade comercial, criatividade artística. Tudo tão intrinsicamente irmanado que se configura impossível estabelecer graus de importância. São atividades vitais, que terão do meu governo a presença constante e o apoio permanente.

Declarei, na campanha, que faria um governo eminentemente técnico. Já cumpri a minha primeira palavra com o povo do Rio Grande do Norte. Porém, isso não significa desmerecer ou excluir decisões políticas. Pelo contrário, a técnica só será bem sucedida se alicerçada em decisões políticas consistentes.

A decisão política diz o que deve ser feito. A ação técnica realiza o que o tino político decidiu. O povo me delegou o poder-dever da decisão política e a responsabilidade pelo resultado técnico. É assim que será.

O turismo é fonte de renda em Natal e no interior. A natureza nos deu de presente o privilégio da paisagem que encanta e o clima que agasalha. Do mar às serras.

Os dois lados da atividade turística merecem atenção. O turista quer ser recebido com segurança, afago, acolhimento digno. O comerciante, o artista, o promotor cultural, são elos indispensáveis, na parceria com a natureza, para dar ao turista a vontade de voltar.

A Cultura na terra de Cascudo, não pode ficar na dependência da mendicância eterna. O poder estatal não faz cultura, que é obra do povo, pelo talento de sua gente, mas pode colaborar dando a essa atividade do espírito as condições de florescimento.

E aí se incluem o lazer e a diversão. Atividades da natureza artística do homem.

O esporte é o suporte da dignidade física, componente inseparável da saúde psicossocial. Corpo e mente, a contemplar a dignificação coletiva.

A atividade empresarial, numa terra pobre, precisa de apoios e incentivos. O governo estará atento às suas legítimas reivindicações no campo do exercício da vida produtiva e comercial, para que todos colham os frutos dessa convivência.

Há um velho adágio do Direito Comercial que professa: “Onde existe harmonia, há comércio. Onde há comércio, existe harmonia”.

Darei especial atenção ao estado de penúria em que vive o interior do Estado. Nas suas diversas regiões, com vocações diferentes e problemas assemelhados.

O Nordeste não pode mais ser exportador humano para o sudeste. Lá, não há mais abrigo suficiente nem para os de lá. Até a seca, companheira dos nossos atropelos, acabou de armar tenda no antigo eldorado.

Havemos, pois, que nos virar com nossos recursos, nossa criatividade e nossa força humana. Ou como diria o fabulário popular, “nos costurarmos com nossas próprias linhas”.

Urge convocar interessados e estudiosos para elaborar e executar um programa eficiente e duradouro de recuperação na vida no campo.

Sem alternativas de sobrevivência, os nascidos nas pequenas comunidades migram para a periferia da capital, das cidades médias e das cidades-polos. Num processo de inchaço que cria um ciclo vicioso que vai do desemprego à marginalidade e daí à violência.

Não há outra saída que não seja dar aos nossos irmãos do campo condições de vida digna na sua terra de nascimento, e que o resto do mundo seja apenas objeto de visita e não de fuga.

Ao reverter essa realidade perversa, as consequências do benefício serão sentidas principalmente nas cidades.

Há um sem números de pequenas e localizadas providências que poderão iniciar a reversão desse problema. Tudo dependerá da vontade política e do apoio da coletividade. Essa é uma providência com carência de ontem.

Não há desenvolvimento nem progresso econômico sem o fortalecimento das cadeias produtivas. Apoiar os investidores, garantir segurança jurídica aos investimentos realizados no estado. Promover e ampliar a geração de empregos, criando oportunidades concretas de trabalho para os potiguares. Permitir que eles possam ter um futuro digno para suas famílias.

Esse é um compromisso que perseguirei com muita coragem e determinação. Precisamos, dentro de uma grande pactuação e uma corrente de fraternidade, tirar o Rio Grande do Norte desse estado letárgico em que se encontra.

Empresários e investidores terão no governador, um parceiro permanente na busca por um estado economicamente mais forte e socialmente mais justo.

Com determinação e vontade política, vamos trabalhar de mãos dadas com os setores produtivos para tornar o nosso Rio Grande do Norte, um estado realmente competitivo.

Esse governo que ora se inicia terá como marca absoluta a eficiência, a transparência, a solidariedade e o respeito às pessoas.

Um governo humanitário, meu grande sonho, preocupado com os últimos. Comprometido em atender bem e com qualidade os que mais necessitam do apoio do Estado.

Ao percorrer o Estado durante a campanha, me deparei com situações perversas. Como o sofrimento de mães enfrentando com seus filhos nos braços longas filas por uma lata d`água. Crianças fora da escola, obrigadas a mendigar para garantir o mínimo de sobrevivência. Ou como a situação de famílias destroçadas por causa das drogas, abandonadas em sua própria sorte e sem ter a quem recorrer.

Tudo isso tocou profundamente o meu coração. E me fez, mais uma vez, jurar a Deus, que eleito Governador, lutarei todos os dias da administração para devolver a essas pessoas, a dignidade e a perspectiva de futuro.

Vamos cuidar dos mais necessitados. Cuidar daqueles que por algum infortúnio, caíram na desgraça das drogas. O crack hoje domina as cidades e o campo. É preciso combater com firmeza essa situação degradante.

Buscarei as parcerias necessárias para dotar o estado de centros de recuperação dos dependentes químicos e de apoio ás suas famílias. Vamos criar condições para que as empresas possam participar do processo de reinserção social daquelas pessoas que caíram nas drogas e conseguiram se livrar desse terrível mal.

Tenho plena consciência de que não resolveremos tudo de uma hora para outra. Mas, com certeza, vamos estruturar e consolidar os caminhos para garantir aos nossos irmãos mais carentes e desassistidos, oportunidades para que possam sonhar com uma vida saudável e, reconstruir com dignidade as suas famílias.

Faremos grandes obras, não tenho dúvidas. Mas, a obra mais importante, aquela que me trará satisfação pessoal, será cuidar bem dos potiguares que clamam pela presença do estado de forma eficiente e digna.

Santo Agostinho certa vez afirmou que, “Mesmo que já tenha feito uma longa caminhada, sempre haverá mais um caminho a percorrer”. Essa mensagem sintetiza o longo trabalho que teremos pela frente na busca por um estado melhor e mais solidário para com o seu povo.

Uma palavra ao servidor público. Não pode haver boa administração sem respeito aos que prestam serviços nas atividades meio ou fim da administração pública. Vamos convoca-los ao diálogo, encontrar saídas, buscar soluções. Ao tempo em que cobraremos resultados, com vistas ao atendimento das necessidades dos companheiros do nosso trabalho.

Pretendo realizar um governo no mais rigoroso controle da legalidade. Não confundo legalidade com burocracia. Os entraves burocráticos podem e devem ser vencidos dentro da legalidade.

A burocracia não pode ser desculpa para a ineficiência. Ela é o condão da preguiça.

Exigir de um aluno que pede matrícula numa escola o seu currículo escolar é formalidade legal, não é burocracia.

Exigir de um doente, que chega às pressas para ser socorrido num hospital, os seus documentos antes de socorrê-lo, é burocracia, não é formalidade legal.

A convivência do meu governo com a Lei será tão natural quanto a legitimidade da investidura do meu mandato.

Aqui mando aos outros poderes, Legislativo e Judiciário, minha saudação de irmandade. Manteremos relações de independência, harmonia e tratamento respeitoso.

O Legislativo foi até hoje minha única morada política. Não tenho dificuldade em afirmar que minha gestão à frente da Assembleia Legislativa revolucionou as relações daquela casa com a população. Tanto nas obras de edificação do Poder Legislativo quanto na inovação das relações do Poder com o povo.

Fiz a Assembleia descer as escadas do Palácio José Augusto em busca do encontro com o povo. Sem que a Assembleia deixasse de ser a “casa do povo”, fiz com que as ruas das cidades virassem a moradia da Assembleia.

Este momento é a prova mais cabal de que o sonho é o preparador da realidade. Tivesse eu desistido do sonho, do encanto da sua beleza, pela face crua da realidade que me mostravam, este momento não estaria se consumando.

Sonhei sozinho. Agora, o sonho é da multidão.

Precisei agregar coragem ao sonho. Juntei a essas virtudes, a determinação, a humildade, a sinceridade, a lealdade, a ousadia que promovem a superação.

Só um sonhador incurável chegaria onde agora me ponho. Ao lado do povo e ao abrigo do sonho.

Mas tudo isso seria inútil se me faltasse a fé. Sou eminentemente um homem de fé. Primeiro, em Deus. Depois, no povo do Rio Grande do Norte. Só assim teci as fibras do sonho e o fiz vestimenta da luta.

Resgatei, na passagem pelos caminhos da campanha, bandeiras abandonadas. Passei a recolhê-las, lavá-las e devolvê-las ao tremular dos ventos. Sem distinção dos ranços do passado, recolhi momentos, cores e virtudes.

Banhei de vermelho a esperança abandonada; pois a paciência do povo, incansável no esperar, não distingue cores.

Prometo um governo austero, transparente, que honre a grandeza da vitória inquestionável.

A nossa decisão é fazer um governo inovador. Não apenas nas medidas administrativas. Mas nas atitudes do próprio Governador. Renunciarei a casa do governo. Numa demonstração de que o governador pode morar na sua própria casa e abrir mão das mordomias.

Vitória tão grandiosa que ainda não mereceu uma explicação sucinta do seu desfecho. Deixando perplexos cientistas políticos e analistas da mídia.

Não poderia, num momento como este, deixar de agradecer a quem sempre esteve comigo e acreditou no meu sonho. E mais do que isso, incentivou, apoiou e nunca me deixou desistir.

Agradeço em especial a minha esposa Julianne, que com sua determinação, seu carinho e seu amor, esteve sempre ao meu lado. Principalmente naqueles momentos de indefinições e angústias.

Agradeço também, ao meu filho Fábio Faria. Incansável nessa batalha, abdicou, em muitos momentos da sua campanha à Deputado Federal para cuidar da campanha do seu pai.

Ás minhas filhas Natália e Janine que se desdobraram de forma incansável na campanha, apresentando o meu nome e levando as minhas propostas ao povo em reuniões e encontros políticos.

Aos meus filhos pequenos, Maria Fernanda, Maria Luiza e Gabriel, que ainda na sua inocência compreenderam, em muitas ocasiões, a ausência do pai.

Á minha família, o verdadeiro esteio da minha vida, o meu agradecimento, o meu carinho e o meu amor.

Agradeço também aos meus companheiros de jornada. Ao meu vice-governador, Fábio Dantas, corajoso, articulador, peça fundamental em nossa vitória, ao PC do B, ao PT, uma palavra que sai do coração. O PT que deu de presente ao Rio Grande do Norte e ao Brasil a Senadora Fátima Bezerra. Meu amigo, Fernando Mineiro que engrandece o Legislativo.

Não posso deixar de agradecer também aos outros partidos que compuseram a nossa aliança: ao PP, PEN, PRTB, PTdoB e PTC. Mas quero aqui agradecer o meu partido, o PSD, que criamos com muita dificuldade. Vejo aqui o deputado José Dias, o deputado Galeno, o deputado Disson e a deputada Cristiane Dantas do PCdoB. Ao meu amigo, prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior. Obrigado a você e o povo de Mossoró. Se não fosse essa parceria eu não seria o Governador do Rio Grande do Norte. Juntos, levamos a nossa mensagem a todos os recantos do Estado. Juntos, construímos essa histórica vitória.

Mas eu quero agradecer o partido das pessoas anônimas, as responsáveis para que eu me tornasse Governador do Rio Grande do Norte que levantaram comigo as bandeiras da coragem, da persistência e da superação.

Mas esse momento é também uma jornada de festa. Implantemos na alma o realismo da lição cristã. A serenidade, paciência, compreensão. Tudo no estuário da fé.

O sonho me trouxe aqui. A fé me levará ao encontro do destino. Ao me ajoelhar, num gesto simbólico de uma aliança íntima da minha relação com Deus, eu me pus ao amparo dos seus desígnios e ao nível de igualdade com o povo.

Serei incansável na luta pela promoção do desenvolvimento econômico, social e na construção de uma gestão que traga de volta aos norte-rio-grandenses, a honra de serem filhos desta terra tão amada.

Me inspiro no ensinamento de São Francisco de Assis quando diz que, “devemos aceitar com serenidade as coisas que não podemos modificar, ter coragem para modificar as que podemos e sabedoria para perceber a diferença”. Afinal, tudo aquilo que se compartilha se multiplica.

Que Deus guarde o governo do povo, a mim confiado por ele, e que essa confiança confirme a beleza do sonho edificado.

Com Deus no coração, fé na alma e muita vontade de acertar, vamos em frente!

Vamos à luta e vamos trabalhar pelo Rio Grande do Norte. Muito obrigado!"

Por Alderi Dantas, 02/01/2015 às 05:56