15/04/2019

Pela primeira vez em 15 anos, salário mínimo não terá aumento real em 2020

O governo estimou o salário mínimo em R$ 1.040,00 no ano que vem, de acordo com o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) divulgado nesta segunda-feira, 15, pelo Ministério da Economia. Este ano, o salário mínimo está em R$ 998,00.

De acordo com o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, o parâmetro para o salário mínimo para o próximo ano (2020) leva em conta apenas o reajuste pelo INPC acumulado e não foi incluído nenhum tipo de ganho real.

Existe atualmente no governo uma discussão a respeito do reajuste do salário mínimo. Pela regra válida até este ano, o salário mínimo era reajustado pelo INPC do ano anterior mais o PIB de dois anos antes. No relatório bimestral de março, a equipe econômica havia previsto que o índice que reajusta o piso nacional deve ficar em 4,2% este ano, o que resultaria num valor próximo a R$ 1.040. Pela regra antiga, o valor poderia ficar em R$ 1.051.

Para os anos seguintes, o governo trabalha também sem incluir nenhum tipo de ganho real e propôs um salário mínimo de R$ 1.082 em 2021 e de R$ 1.123 em 2022.

Por Alderi Dantas, 15/04/2019 às 21:03

14/04/2019

A alma brasileira está doente

Por Leonardo Boff *

Tudo que é sadio pode ficar doente. A doença sempre remete à saúde. Esta é a referência maior e funda a dimensão essencial da vida em sua normalidade.

As dilacerações sociais, as ondas de ódio, ofensas, insultos, palavras de baixo calão que estão dominando nas mídias sociais ou digitais e mesmo nos discursos públicos, revelam que a alma brasileira está enferma.

As mais altas instâncias de poder se comunicam com a população usando notícias falsas (fake news), mentiras diretas e imagens que se inscrevem no código da pornografia e da escatologia. Esta atitude revela a falta de decência e do sentido de dignidade e respeitabilidade, inerentes aos mais altos cargos de uma nação. No fundo,perdeu-se um valor essencial, o respeito a si e aos outros, marca imprescindível de uma sociedade civilizada.

A razão deste descaminho se deve ao fato de que a dimensão do Numinoso ficou obscurecida. O “Numinoso” (numen em latim é o lado sagrado das coisas) se revela através de experiências que nos envolvem totalmente e que conferem densidade à vida mesmo no meio dos maiores padecimentos. Ele possui um imenso poder transformador. A experiência entre duas pessoas que se amam e a paixão que as torna fascinantes, configuram uma experiência do Numinoso. O encontro profundo com uma pessoa que no meio de uma grave crise existencial nos acendeu uma luz, representa uma experiência do Numinoso. O choque existencial face a uma pessoa, portadora de carisma, por sua palavra convincente ou por suas ações corajosas, nos evoca a dimensão do Numinoso. A Presença inefável que se faz sentir face à grandeur do universo ou de uma noite estrelada, suscita em nós o Numinoso. Igualmente os olhos brilhantes e profundos de um recém nascido.

O Numinoso não é uma coisa, mas a ressonância das coisas que tocam o profundo de nosso ser e que por isso se tornam preciosas. Transformam-se em símbolos que nos remetem a Algo para além delas mesmas. As coisas, além de serem o que são, transfiguram-se em realidades simbólicas, repletas de significações. Por um lado nos fascinam e atraem e por outro nos enchem de respeito e de veneração. Elas produzem em nós um novo estado de consciência e humanizam nossos comportamentos.

Esse Numinoso, na linguagem dos místicos como do maior deles, o Mestre Eckhart ou de Teresa d’Ávila, bem como da psicologia do profundo à la C.G. Jung é representado pelo Sol interior ou pelo nosso Centro irradiador. O Sol possui a função de uma arquétipo central. Como o Sol atrai à sua órbita todos os planetas, assim o arquétipo-Sol satelisa ao seu redor as nossas significações mais profundas. Ele constitui o Centro vivo e irradiante de nossa interioridade. O Centro é um dado-síntese da totalidade de nossa vida que se impõe por si mesmo. Ele fala dentro de nós, nos adverte, nos apoia e como o Grande Ancião ou a Grande Anciã nos aconselha a seguir os caminhos mais certos. E então nunca seremos defraudados.

O ser humano pode fechar-se a este Centrou ou a este Sol. Pode até negá-los mas jamais pode aniquilá-los. Eles estão ai como uma realidade imanente à alma.

Esse Centro ou o seu arquétipo, o Sol, nos conferem equilíbrio, harmonia pessoal e social e a convivência dos contrários sem se exacerbarem pela intolerância e pelos comportamentos de exclusão.

Ora, foi esse Centro que se perdeu na alma brasileira. Ofuscamos o Sol interior, apesar de ele, continuamente, estar aí presente, como o Cristo do Corcovado. Mesmo escondido por entre as nuvens, ele continua lá com os braços abertos. Assim o nosso Sol interior.

Ao perder nosso Centro e ao ofuscar a irradiação do Sol interior, perdemos o equilíbrio e a justa medida, bases de qualquer ética, da sociedade e de toda convivência. Desequilibrados, andamos errantes, pronunciando palavras desconectadas de toda civilidade e compostura. Apequenamo-nos e abandonamos a lei áurea de toda ética:”trate humanamente a todos e a cada um dos seres humanos.” Nesse momento no Brasil, muitos e muitos não tratam humanamente a seus semelhantes. De eventuais adversários no campo das ideias e das opções políticas ou sexuais são feitos inimigos aos quais cabe combater e eventualmente exterminar.

Temos, urgentemente, que curar nossa alma ferida, resgatar nosso Centro e nosso Sol interior, mediante a acolhida das diferenças sem permitir que se tornem desigualdades, através do diálogo aberto, da empatia face aos diferentes principalmente aos que mais sofrem. Como dizia o perfil de uma mulher inteligente no twitter:”ao colocarmo-nos no lugar do outro, fazemos do mundo (da sociedade) um lugar para todos”. Esta é nossa urgência, caso não quisermos conhecer a barbárie.

* Leonardo Boff é teólogo e filósofo e escreveu Virtudes para um outro mundo possível (3 vol), Vozes 2012.

Postado em 14/04/2019 às 21:00

12/04/2019

BR 304: duplicação sem fim

Depois de um longo período fora da pauta política, a duplicação da BR-304 retornou na última terça-feira, 9, quando o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, externou a vontade de iniciar um estudo para viabilizar a obra com uma concessão privada. A declaração foi dada durante uma audiência com a governadora Fátima Bezerra e a bancada federal. “O Governo não teria recursos a curto prazo para isso (a obra) e por isso a gente imagina recorrer à iniciativa privada. É uma obra que está no rol de prioridades”, declarou Tarcísio. 

A BR-304 é a estrada que liga as pontas leste e oeste do Rio Grande do Norte ao longo de 307 quilômetros, até a fronteira com o Ceará. De lá, ela segue até Russas, cidade cearense distante 74,1km de Mossoró. A estrada percorre 10 cidades e é caminho central para estradas secundárias, levando a pelo menos outras 12 cidades. Por toda essa extensão, é considerada uma das mais importantes do Rio Grande do Norte – senão a mais importante. Ela é o caminho que liga Natal, capital do estado, a Mossoró, a segunda maior cidade estadual, e Fortaleza, capital do Ceará.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) estima que o tráfego de veículos no local chega a 20 mil por dia, na saída de Natal. A maioria são de carros particulares, mas a estrada é o principal caminho das cargas de frutas produzidas nas regiões do Vale do Açu e do Oeste, que vão em direção à Europa por meio do Porto de Natal. Há alguns anos, essas cargas colocaram o Rio Grande do Norte como maior exportador de frutas do Brasil, crescendo o número de pedidos de duplicação da 304 para reduzir tempo de viagem e aumentar a segurança, principalmente.

Historicamente, a BR-304 foi considerada uma estrada perigosa devido ao grande número de acidentes. Uma das razões é de que é uma reta, propiciando o excesso de velocidade. Os dados da PRF mostram 307 acidentes no ano passado, que resultaram em 28 mortes. Em 2017, o número chegou a ser pior: 40 mortes em 348 acidentes.

O discurso de duplicação da estrada é antigo. Em 2013, a então presidente Dilma Rousseff esteve em Natal para anunciar a duplicação da Reta Tabajara e garantiu que a BR304 estava com a mesma obra prevista no Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC). Dois anos depois, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) concluiu um estudo de viabilidade da obra, estimando um custo de R$ 1,7 bilhão. Mas a obra nunca foi iniciada.

Postado em 12/04/2019 às 15:12 - Com informações e fotografia da Tibuna do Norte

10/04/2019

Em 100 dias, a maior crise do governo Bolsonaro foi ele próprio

Foto: Carl de Souza / AFP
Nos 100 dias do governo Bolsonaro, o que se pode afirmar é que, na realidade, isto não é um governo.

Ao longo da campanha eleitoral, Bolsonaro recorreu a duas narrativas: o apelo social por ordem e segurança, e o antipetismo – inclusive unindo-as ao atribuir o caos econômico e social do País aos escândalos de corrupção do PT. Para transmitir suas narrativas, Bolsonaro usou as redes sociais intensamente, proferindo nelas inúmeras propostas de campanha e proliferando por elas fake news. Seus discursos e lives eram moldados pelos likes que seus posts recebiam e, assim, agraciavam a demanda popular, mas não se materializavam, de fato, em um programa coeso de governo.

Desta forma, bandeiras ao vento ganharam a eleição. Eleito, o problema passou a ser, então, como implementar um conjunto disperso de promessas ao mesmo tempo em que se necessitavam construir base parlamentar e manter o apoio popular vindo da eleição. Se isso já é difícil com um programa de governo, imagine-se quando o projeto eleito não era, na realidade, um projeto.

O resultado para o Brasil tem sido desastroso: tem-se um governo que não é governo, pautas de Bolsonaro que não são relevantes ao Brasil e a sensação de que a crise política, nesta altura já adulta, permanece.

Como a realidade de se governar é bem diferente daquela da eleição, a população reconhece o desgoverno e Bolsonaro tem perdido popularidade rapidamente – mantêm-se fiéis apenas os eleitores que acreditam nas suposições irrealistas do presidente, por exemplo, a de que o Brasil vive uma espécie de cubanização ou venezualização.

LEIA TAMBÉM:

 Cronologia: 100 dias do governo Bolsonaro AQUI

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– Dimenstein: os 100 dias de Bolsonaro em apenas 100 letras AQUI

Por Alderi Dantas, 10/04/2019 às 20:10

08/04/2019

Assu: Gestão do Doutor se vangloria de tapa buracos, limpeza dos cemitérios e transferência de pacientes para outros municípios

O artigo “A luz e as trevas na política do Assu”, publicado pelo editor deste blog – Alderi Dantas – no final do ano passado, propôs uma discussão na esteira do papel disforme e vazio de uma parte dos atores da representação política e no dualismo verbal da outra parte. No entanto, infelizmente, a cada dia as trevas imperam com uma intensidade maior na política do Assu.

Três exemplos que nos dão conta de que a coisa caminha para pior em Assu recai sobre o fato da prefeitura distribuir, certamente, por instrução do prefeito Gustavo Soares – como tudo na gestão – para a imprensa informações se vangloriando de feitos como tapa buracos, limpeza dos cemitérios e transferência de pacientes para outros municípios.

Segue os exemplos de jactância do prefeito Gustavo Soares e, consequentemente, a certeza de que falta luz para que a Aldeia Grande (Assu) brilhe no firmamento das suas potencialidades e grandezas.

Exemplo 1 – Prefeitura do Assú recupera trecho danificado na Rua Dr. Luiz Carlos

Sequenciando o trabalho de conservação de ruas públicas, a Prefeitura do Assú, por intermédio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, está realizando nesta segunda-feira, dia 1º, a reparação de um trecho da Rua Dr. Luiz Carlos. O titular da pasta de Serviços Públicos, Samuel Fonseca, informou que a intervenção está em consonância com a orientação do prefeito Gustavo Montenegro Soares.

Fonte: Secretaria de Comunicação e Ouvidoria - Prefeitura M. do Assu

Exemplo 2 – Administração promove limpeza dos cemitérios públicos do município

Com o objetivo de remover a vegetação rasteira bem como detritos em geral que se encontram dentro dos espaços físicos dos cemitérios públicos do município, a Prefeitura do Assú está realizando todo um trabalho que compreenderá tais imóveis, tanto os situados na área urbana quanto os que se localizam na zona rural. A tarefa, realizada pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos, está em consonância com instrução dada pelo prefeito Gustavo Montenegro Soares.

Fonte: Secretaria de Comunicação e Ouvidoria - Prefeitura M. do Assu

Exemplo 3 – Gestão garante atendimento a pacientes

A instrução dada pelo prefeito Gustavo Montenegro Soares no sentido de o setor de saúde pública municipal buscar alternativas que possam minimizar o tempo de espera dos pacientes que aguardam pela realização de exames diversos tem sido obedecida. No sábado passado, dia 30 de março, aproximadamente 80 pessoas foram transportadas para as cidades de Caicó e Alexandria com este propósito.

Um total de 38 pacientes foi deslocado para Caicó para se submeter a exames de tomografia computadorizada. Outros28 pacientes seguiram para o município de Alexandria, onde realizaram exames de avaliação cardiovascular. Houve ainda 30 crianças que fizeram tomografia.

Fonte: Secretaria de Comunicação e Ouvidoria - Prefeitura M. do Assu

Por Alderi Dantas, 08/04/2019 às 14:23

07/04/2019

7 de abril – Dia do Jornalista

Pelo reconhecimento e valorização dos que buscam a verdade 

Ser jornalista é buscar entender a realidade para possibilitar que outros a entendam; é verificar os fatos para que opiniões pessoais não prevaleçam; é ouvir os que têm e os que não têm voz e levar para a esfera pública a diversidade de opiniões; é lutar para que os interesses pessoais não se sobreponham aos públicos; é honrar a profissão que se confunde com missão de servir à humanidade.

Neste 7 de abril, Dia Nacional do Jornalista, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) saúda e homenageia a categoria. À sociedade, pede o reconhecimento e a valorização dos/das profissionais que têm o compromisso ético de buscar a verdade e de reportá-la.

Neste momento de crise geral, em que a desinformação provoca retrocessos históricos no Brasil e em vários outros países, é preciso que as sociedades democráticas valorizem o Jornalismo como atividade essencial à democracia, e reconheçam o/a jornalista como profissionais indispensáveis ao fazer jornalístico.

Desinformação se combate com mais informação. Mas no Brasil, infelizmente, a categoria dos jornalistas tem sido vítima de demissões em massa, arrocho salarial, precarização das relações de trabalho e cerceamento à sua autonomia profissional, ocorridas nos próprios locais de trabalho.

Além das questões específicas, como trabalhadores/as, os/as jornalistas também estão sofrendo as consequências da contrarreforma trabalhista, aprovada no governo Temer, que retirou direitos trabalhistas, contribuindo ainda mais para a precarização das relações de trabalho e achatamento salarial.

E enfrentam outra grande ameaça: a proposta de reforma da Previdência que, na prática, tem como objetivo acabar com a seguridade social, incluída a Previdência Pública.

Como se não bastassem os ataques aos direitos conquistados historicamente pelos/as trabalhadores/as brasileiros/as, os/as jornalistas também são vítimas diretas dos recorrentes atentados às liberdades de expressão e de imprensa. É preciso reafirmar que sem essas liberdades e sem democracia nas comunicações, não há democracia real.

A FENAJ celebra o Dia do Jornalista, mas também chama cada profissional a cumprir o seu papel, honrando o compromisso da categoria que é com a busca da verdade e a produção de informação ética e plural.

A FENAJ também chama os/as jornalistas a se somarem ao conjunto da classe trabalhadora brasileira para resistir aos ataques aos direitos trabalhistas e sociais. Sem ações de resistência, sem esperança e sem luta não há conquistas possíveis.

Brasília, abril de 2019.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

Postado em 07/04/2019 às 07:05 

04/04/2019

Açude Mendubim 'sangra' e região Oeste potiguar chega a cinco açudes 100% cheios

Por Anderson Barbosa, G1 RN

Um dos maiores reservatórios do Oeste potiguar sangrou na madrugada desta quinta-feira (4). O açude Mendubim fica em Assu, e tem capacidade para 76,3 milhões de metros cúbicos de água. Agora são cinco os reservatórios da região 100% cheios. São eles:

Açude Mendubim, em Assu / Capacidade: 76.349.500 m³ / volume atual: 100%.
Açude Beldroega, em Paraú / Capacidade: 8.057.520 m³ / volume atual: 100%.
Açude Encanto, em Encanto / Capacidade: 5.192.538 m³ / volume atual: 100%.
Açude Riacho da Cruz II, em Riacho da Cruz / Capacidade: 9.604.200 m³ / volume atual: 100%.
Açude Pataxó, em Ipanguaçu / Capacidade: 15.017.379 m³ / volume atual: 100%.

A sangria do Açude Mendubim é motivo para festa na região. Com as cascatas de água que se formam nas escadarias do sangradouro, o local vira ponto de lazer e já começa a receber muitos visitantes em busca de um banho refrescante (Foto).

Postado em 04/04/2019 às 14:40 

03/04/2019

Usuários do WhatsApp poderão escolher se querem entrar em grupos

Começa a valer a partir desta quarta-feira (3) a nova regra de privacidade do WhatsApp para a entrada em grupos. A partir da atualização do aplicativo nos sistemas Android ou iOS, o usuário vai poder decidir se quer ou não entrar em determinado grupo, e decidir que apenas contatos já salvos na agenda telefônica vão poder adicioná-lo.

Para ativar a nova função, é necessário ir ao campo “configurações” no WhatsApp. A opção “ninguém” será para aprovar as solicitações. “Meus contatos” servirá para pré-aprovar a agenda de contatos, e a opção “todos” mantém o aplicativo como funciona atualmente.

De acordo com o WhatsApp, quem quiser incluir um telefone novo em um grupo deverá mandar uma mensagem privada, e o convite deve ser respondido em até três dias.

Por Alderi Dantas, 03/04/2019 às 07:10 - Com informações da Agência do Rádio

02/04/2019

O BLOG nas Ruas

A Praça da Carnaubinha e o descuido da prefeitura do Assu

A prefeitura do Assu investiu há menos de um ano a soma de R$ 13.672,91 na popular Praça da Carnaubinha, localizada na rua 24 de Junho. Porém, de lá para cá, não vem tendo o cuidado de cuidar da praça e a sujeira, fezes de animais e o mato tomam de conta do ambiente. A situação de abandono ocorre tanto nos canteiros centrais que emoldura a praça quanto no passeio e arredores – espaço externo – da mesma. 

A praça está assim há meses e os moradores esperam impacientes pela ação da prefeitura. Na semana passada foi ensaiado um trabalho de limpeza, mas foi interrompida nos primeiros passos.

A maquiagem ao modo gustaviano de cuidar do Assu desagrada dia a dia a população pelo descuidos serem muito maiores que os cuidados.




Por Alderi Dantas, 02/04/2019 às 20:20

01/04/2019

Assu esteve ausente no Fórum de Turismo e Feira dos Municípios e Produtos Turísticos do RN

A capital potiguar foi sede do maior evento de turismo do Rio Grande do Norte no último final de semana (29 e 30 de março), no Centro de Convenções de Natal. O 10º Fórum de Turismo do RN e a 5ª Feira dos Municípios e Produtos Turísticos do RN (Femptur) receberam uma média de 3 mil visitantes por dia, correspondendo as expectativas da organização, além de ter aumentado o número de expositores na edição.

O evento envolveu profissionais renomados, autoridades políticas do RN, empresários, estudantes e visitantes no geral para melhor debater e encontrar rotas para incrementar e desenvolver o turismo potiguar.

Assu, no entanto, esteve ausente desses grandes eventos e deixou de mostrar as suas potencialidades em várias áreas, como o artesanato, a cultura, a tradicional festa de São João, entre outros atrativos. Essa situação de não estar nem aí, ocorre um momento após a prefeitura do Assu dá posse ao Conselho Municipal de Turismo no propósito de habilitar-se a fazer parte do Mapa do Turismo Brasileiro.

Por Alderi Dantas, 01/04/2019 às 20:37

31/03/2019

A blasfêmia de Jair Bolsonaro: que “Deus” acima de todos?

Por Leonardo Boff - teólogo

Não queria ter escrito este artigo. Mas a aguda crise política atual e o abuso que se faz do nome de Deus provocam a função pública da teologia. Como qualquer outro saber, ela possui também a sua responsabilidade social. Há momentos em que o teólogo deve descer de sua cátedra e dizer uma palavra no campo do político. Isso implica denunciar abusos e anunciar os bons usos, por mais que esta atitude possa ser incompreendida por alguns grupos ou tida como partidista, o que não é.

Sinto-me, humildemente, na tradição daqueles bispos proféticos como Dom Helder Câmara, dos Cardeais Dom Paulo Evaristo Arns (lembremos o livro que ajudou a derrocar a ditadura “Brasil Nunca Mais”) e de Dom Aloysio Lorscheider, do bispo Dom Waldir Calheiros e de outros que, nos tempos sombrios da ditadura militar de 1964, tiveram a coragem de erguer a sua voz em defesa dos direitos humanos, contra os desaparecimentos e as torturas feitas pelos agentes do Estado.

Vivemos atualmente num país dilacerado por ódios viscerais, por acusações de uns contra os outros, com palavras de baixíssimo calão e por notícias falsas (fake news), produzidas até pela autoridade máxima do país, o atual presidente. Com isso ele mostra a falta de compostura em seu alto cargo e das consequências desastrosas de suas intervenções, além dos despropósitos que profere aqui e no exterior.

Seu lema de campanha era e continua sendo “Deus acima de todos e o Brasil acima de tudo”. Precisamos denunciar a utilização que faz do nome de Deus. O segundo mandamento divino é claro de “não usar o santo nome de Deus em vão”. Só que aqui o uso do nome de Deus não é apenas um abuso mas representa uma verdadeira blasfêmia. Por que?

Porque não há como combinar Deus com ódio, com elogio à tortura e a torturadores e com as ameaças a seus opositores como fazem Bolsonaro e seus filhos. Nos textos sagrados judaico-cristãos, Deus revela sua natureza como “amor” e como “misericórdia”. O “bolsonarismo” conduz uma política como confrontação com os opositores, sem diálogo com o Congresso, política entendida como um conflito, de viés fascista. Isso não tem nada a ver com o Deus-amor e o Deus-misericórdia. Consequentemente propaga e legitima, a partir de cima, uma verdadeira cultura da violência, permitindo que cada cidadão possa possuir até quatro armas. A arma não é um brinquedo para o jardim a infância mas um instrumento para matar ou se defender mutilando ou matando o outro.

Ele se diz religioso, mas é de uma religiosidade rancorosa; ele comparece despojado de sacralidade e com um perturbador vazio espiritual, sem qualquer sentido de compromisso com a vida da natureza e com a vida humana, especialmente daqueles que menos vida têm. Com propriedade afirma a miúdo o Papa Francisco: prefere um ateu de boa vontade e ético que um cristão hipócrita que não ama seu próximo, nem tem empatia por ele, nem cultiva valores humanos.

Cito um texto de um dos maiores teólogos do século passado, no fim da vida, feito Cardeal, o jesuíta francês Henri De Lubac:

“Se eu falto ao amor ou se falto à justiça, afasto-me infalivelmente de Vós, meu Deus, e meu culto não é mais que idolatria. Para crer em Vós devo crer no amor e na justiça. Vale mil vezes mais crer nessas coisas que pronunciar o Vosso nome. Fora delas é impossível que eu Vos encontre. Aqueles que tomam por guia – o amor e a justiça – estão sobre o caminho que os conduz a Vós”(Sur les chemins de Dieu, Aubier 1956, p.125)

Bolsonaro, seu clã e seguidores (nem todos) não se pautam pelo amor nem prezam a justiça. Por isso estão longe do “milieu divin”(T.de Chardin) e seu caminho não conduz a Deus. Por mais que pastores neo-pentecostais veem nele um enviado de Deus, não muda em nada a atitude do presidente, ao contrário agrava ainda mais a ofensa ao santo nome de Deus especialmente ao postar na internet um youtub pornográfico contra o carnaval.

Que Deus é esse que o leva a tirar direitos dos pobres, a privilegiar as classes abastadas, a humilhar os idosos, a rebaixar as mulheres e a menosprezar os camponeses, sem perspectiva de uma aposentadoria ainda em vida?

O projeto da Previdência cria profundas desigualdades sociais, ainda com a desfaçatez de dizer que está criando igualdade. Desigualdade é um conceito analítico neutro. Eticamente significa injustiça social. Teologicamente, pecado social que nega o desígnio de Deus de todos numa grande comensalidade fraternal.

O economista francês Thomas Pikitty, famoso por seu livro O Capital no século XXI (Intrínseca 2014), escreveu também um inteiro livro sobre A economia da desigualdade (Intriseca 2015). O simples fato, segundo ele, de que cerca de 1% de multibilhardários controlarem grande parte das rendas dos povos e no Brasil, segundo o especialista no ramo, Márcio Pochmann, os seis maiores bilionários terem a mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros mais pobres (JB 25/9/2017), dão mostras de nossa injustiça social.

Nossa esperança é de que o Brasil é maior que a irracionalidade reinante e que sairemos melhores da atual crise.

Postado em 31/03/2019 às 21:00

30/03/2019

AABB de Assu: do luxo ao lixo (Parte III)

Fechada, sem diretoria, sem funcionários e sem nenhum uso na atualidade, a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Assu, vai virando pó. Além das atitudes de vandalismo no dia a dia, a estrutura sofre o desgaste natural do tempo, como ocorreu recentemente com uma parte do muro que foi ao chão durante uma chuva.

A situação parece invencível: nada ali funciona sem um farto investimento e como a Federação Nacional das AABB (FENABB) e os associados não movem nenhuma ação tudo vai ficando cada vez mais difícil pelo quadro de deterioração.

Em 2012, numa reunião ocorrida no dia 21 de novembro na Câmara Municipal do Assu a superintendência do Banco do Brasil no Rio Grande do Norte chegou a garantir que a Federação Nacional das AABB (FENABB) prometia recuperar a AABB/Assu no decorrer do ano de 2013. Já em 2014, uma reunião entre os funcionários da agência do Banco do Brasil/Assu voltou a discutir a restauração do local, no entanto, nada ocorreu a partir dessas iniciativas para a recuperação da referida estrutura.

E assim, a AABB de Assu vai do luxo ao lixo..

Histórico

A AABB foi um dos pontos de diversão mais glamorosos de Assu. Nas suas dependências ocorreram os mais grandiosos e memoráveis bailes da sociedade assuense.

Além do salão de festas, o local oferecia uma majestosa área de lazer com piscina e uma quadra que foi durante muito tempo a principal praça esportiva da cidade.

Acesse as outras matérias da série clicando AQUI, AQUI, AQUI



 Por Alderi Dantas, 30/03/2019 às 16:20 - Fotos: Alderi Dantas

29/03/2019

Deputada Natália Bonavides discute apoio a pleitos do Campus da UERN de Assu

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN – recebeu na manhã desta sexta-feira, 29, a visita da deputada federal Natália Bonavides (PT/RN) no Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão, em Assú. 

Na oportunidade, a deputada foi recebida pela diretora do Campus, professora Marlúcia Barros Lopes Cabral e pelo vice diretor Augusto Sérgio de Oliveira e além de conhecer a estrutura física a deputada se inteirou sobre as demandas da Instituição.

O Campus de Assú vem entre suas principais reivindicações pleiteando recursos voltados à construção de uma nova biblioteca visto que o benefício favorecerá as avaliações dos seis cursos de graduação ofertados no Campus: Ciências Econômicas, Geografia, História, Letras Portuguesa, Letras Língua Inglesa e Pedagogia; ao Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) e aos cursos ofertados através dos programas formativos, como o PARFOR, assim como passará a atender de uma melhor forma aos mais de 1.100 estudantes atualmente matriculados e a perspectiva de novos cursos.

Na pauta, a diretora discutiu ainda sobre outras reformas e a continuidade do processo de adequação da estrutura, voltada para a acessibilidade.

O momento foi acompanhado pelo professor Raimundo Inácio da Silva, chefe do Departamento do Curso de Geografia, pelo professor William Gledson e Silva, subchefe do Departamento do Curso de Economia, pela professora Nádia Silveira, coordenadora do PROFLETRAS e pelos representantes do Diretório Central dos e das Estudantes - DCE/UERN, com quem foi tratado sobre uma Casa de Apoio ao Estudante.

A deputada Natália Bonavides que integra a Comissão de Educação da Câmara dos deputados colocou sua atuação em defesa dos interesses da educação e seu mandato à disposição da universidade.

Por Alderi Dantas, 29/03/2019 às 16:00

28/03/2019

No Brasil, 95 cidades vão apagar as luzes de monumentos para lembrar a Hora do Planeta

Neste sábado, 30, das 20h30 às 21h30, as luzes de monumentos ao redor do mundo serão apagadas para lembrar a importância de preservar o meio ambiente.

A ação faz parte do movimento a Hora do Planeta, iniciativa da ONG - WWF, que começou em Sydney, na Austrália, no ano de 2007.

O objetivo é sensibilizar as pessoas sobre as mudanças climáticas e seu impacto na biodiversidade e no cotidiano.

No Brasil, 95 cidades vão apagar as luzes de monumentos durante uma hora e realizar atividades para lembrar a Hora do Planeta.

No Distrito Federal, as luzes do Palácio do Buriti, Torre de TV e Estádio Nacional serão desligadas. Na sede do WWF na capital do país, haverá uma série de atividades gratuitas para mostrar a necessidade de atenção e cuidados com o meio ambiente.

Em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, os monumentos que terão as luzes apagadas serão a Praça Sete, o prédio da prefeitura, a Praça do Papa e o Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte.

No Rio de Janeiro, o Bondinho Pão de Açúcar, o Copacabana Palace e o histórico CCBB Rio.

E em Fortaleza, no Ceará, cinco monumentos foram incluídos no movimento, com destaque para a estátua de Iracema e a Praça do Ferreira.

Por Alderi Dantas, 28/03/2019 às 19:07

27/03/2019

Aeroporto Aluízio Alves tem menos passageiros que o Augusto Severo

O superintendente do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves (São Gonçalo do Amarante), Ibernon Gomes, participou de audiência pública realizada na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (27) para discutir os altos preços das tarifas aéreas cobradas para quem deseja chegar ou sair de Natal pelo solo potiguar. Ele explicou que o terminal não possui responsabilidade em torno do problema, já que as taxas cobradas pelo terminal RN são as mais baratas do país, mas revelou que o Estado perdeu nos últimos cinco anos, após a inauguração do novo aeroporto, cerca de 200 mil passageiros se comparado com números do antigo Augusto Severo (Parnamirim).

“O aeroporto Augusto Severo recebia 2,6 milhões de passageiros por ano, enquanto nós, com uma estrutura muito maior, recebemos 2,4 milhões. Estamos abertos para dialogar e colaborar da melhor forma possível para que o cenário mude”, disse Ibernon Gomes.

Na audiência, representantes do Governo do Estado afirmaram que estão discutindo junto às companhias aéreas a redução nos preços das passagens. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado; o secretário de Tributação, Carlos Eduardo Xavier; e a secretária de Turismo, Ana Costa, expuseram informações sobre o debate que tem ocorrido junto às empresas e garantiram que as isenções fiscais praticadas deverão ter contrapartidas.

“Precisamos amarrar as contrapartidas. A concessão de 12% não tem nenhum tipo de amarra. Esse é o principal problema da redução do ICMS do QAV concedida no estado. Nossa conversa é no sentido de que queremos fomentar o turismo do RN. O modelo não funcionou, com perda de arrecadação e sem o retorno. Queremos construir um novo modelo para fomentar a indústria do Turismo e também que colabore com os norte-riograndenses que querem viajar”, explicou Carlos Eduardo Xavier. “Nossos operadores não conseguem vender mais os nossos destinos devido aos preços das passagens aéreas e falta de conectividade do nosso destino”, lamentou Ana Costa.

Por Alderi Dantas, 27/03/2019 às 20:09

26/03/2019

Livro reúne artigos sobre participação do RN na II Guerra

Na próxima terça-feira, 2 de abril, será lançado o livro Observações sobre a Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte. A obra, que contou com a contribuição de vários pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) reúne textos sobre o período em que o estado do Rio Grande do Norte participou diretamente da Segunda Guerra Mundial.

O trabalho conta com oito artigos de doze pesquisadores que direcionam seus olhares para esse importante episódio histórico do Rio Grande do Norte. Entre eles, estão os professores Yuri Simonini, do Departamento de História, Giovana Paiva de Oliveira e Angela Lúcia de Araújo Ferreira, ambas do Departamento de Arquitetura.

O livro é organizado por José Correia Torres Neto e faz parte da Coleção A Participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial, que conta com mais duas obras: Sobrevoo: episódios da Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte, escrito por Rostand Medeiros e A Engenharia Norte-Americana em Natal na Segunda Guerra Mundial, de Leonardo Dantas.

O lançamento dos três livros acontece no dia 2 de abril, a partir das 11h, na sede do Sebrae-RN, localizado no bairro de Lagoa Nova.

Por Alderi Dantas, 26/03/2019 às 23:26

25/03/2019

UFRN abre concurso com inscrições a partir de 8 de abril

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abre vagas para concurso público de provas para provimento de cargo técnico-administrativo em educação. As inscrições devem ser feitas de 8 de abril a 13 de maio de 2019, no site do Núcleo Permanente de Concursos (Comperve). A aplicação das provas está prevista para o dia 30 de junho. O valor da taxa de inscrição do concurso varia de R$ 60 a R$ 80, conforme o cargo.

O Edital 012/2019 traz informações sobre os cargos de Psicólogo Clínico, Nutricionista, Administrador, Tecnólogo em Eventos e Produção Cultural, Engenharia de Produção, Assistente em Administração, Desenhista Técnico/Web Designer, Técnico de Tecnologia da Informação, Técnico em Enfermagem, Técnico em Agropecuária, Técnico em Eletrotécnica e Técnico de Laboratório/Química.

Por Alderi Dantas, 25/03/2019 às 07:02