25/11/2021

Senado aprova piso salarial nacional da enfermagem; projeto segue para análise pela Câmara dos Deputados

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (24), na forma de um substitutivo, o projeto que institui o piso salarial nacional do enfermeiro, do técnico e do auxiliar de enfermagem e também da parteira (PL 2.564/2020). A proposta é de autoria do senador Fabiano Contarato (Rede-ES). Agora o texto será analisado pela Câmara dos Deputados.

O projeto inclui o piso salarial na Lei 7.498, de 1986, que regulamenta o exercício da enfermagem, estabelecendo um mínimo inicial para enfermeiros no valor de R$ 4.750, a ser pago nacionalmente por serviços de saúde públicos e privados, para uma jornada de trabalho de 30 horas semanais. 

Em relação à remuneração mínima dos demais profissionais, o projeto fixa a seguinte gradação: 70% do piso nacional dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem e 50% do piso nacional dos enfermeiros para os auxiliares de enfermagem e as parteiras. Contarato havia sugerido que o piso passasse a valer 180 dias após a publicação da nova lei. No entanto, a relatora (senadora Zenaide Maia) propôs que a futura lei entre em vigor no primeiro dia do exercício financeiro seguinte ao de sua publicação.

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Postado em 25/11/2021 às 01:55

16/11/2021

Reforma da Previdência faz dois anos e, segundo advogados, não há o que trabalhador comemorar

Por Martha Imenes - Extra

A Emenda Constitucional (EC) 103, conhecida como reforma da Previdência, completou dois anos, e muitas mudanças, segundo advogados, geraram impactos negativos na vida dos trabalhadores brasileiros que contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), principalmente em tempos de crise causada pela pandemia. Com a obrigatoriedade de idade mínima de 62 anos para a aposentadoria de mulheres a de 65 para homens, pendurar as chuteiras ficou muito mais difícil.

Especialistas avaliam que a EC 103 representou um endurecimento significativo das regras previdenciárias. Segundo o advogado Ruslan Stuchi, do escritório Stuchi Advogados, com a pandemia, as dificuldades impostas pela reforma pioraram o cenário, deixando muito brasileiros sem benefícios (ou recebemos menos).

— Houve um aumento no desemprego, o que dificultou para o segurado realizar contribuições ao INSS durante esse período, fazendo com que ele demore mais para se aposentar — afirma.

Para o advogado João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, diversos direitos de trabalhadores e segurados dos regimes Próprio e Geral de Previdência Social foram alterados, o que significou um retrocesso para servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.

— Entre as maiores mudanças estão as regras de aquisição dos benefícios, como a exclusão da possibilidade de se aposentar por tempo de contribuição, o aumento de idades mínimas (de homens e mulheres), as mudanças na pensão por morte e até a regulamentação de novas alíquotas de contribuição — diz

Um dos maiores impactos ocorreu sobre as pensões por morte concedidas a partir de 13 de novembro de 2019. Antes desta data, esses benefícios eram concedidos aos dependentes com valor equivalente a 100%, ou seja, o seguro social pago mensalmente no caso de falecimento do mantenedor do lar garantia aos seus dependentes um benefício integral.

Com a reforma, a regra mudou. A pensão não tem mais o redutor dos 20% menores salários de contribuição após a data de julho de 1994 (antes da reforma, descartavam-se os 20% menores recolhimentos; agora consideram-se todas as contribuições, ainda que pequenas).

E o benefício será de 60% da média das contribuições, mais 2% a cada ano de recolhimento a partir de 15 anos para mulheres e 20 anos para homens (para chegar a 100%, só com 40 anos de trabalho, no caso dos homens).

Após esses dois redutores, ainda se aplica a alíquota de 50% e um acréscimo de 10% para cada dependente, pois a pensão agora é calculada assim: paga-se 50% mais 10% por dependente, incluindo a própria mulher. Portanto, uma viúva sem filhos tem direito a 60%.

Para se ter uma ideia, o advogado cita um exemplo de cálculo da nova pensão:

— Vamos imaginar o senhor José, que faleceu em 2020 e deixou a mulher e um filho. Se a média das contribuições dele era de R$ 4 mil (descontando os 20% menores), se aplicarmos os redutores atuais e não excluirmos os 20% menores, se consideramos o coeficiente do salário de benefício de 60% e posteriormente usarmos a regra de 70% (esposa mais um filho), o benefício inicial dos beneficiários da pensão será em torno de R$ 1.500.

Dívidas:

Badari aponta que a obrigatoriedade de uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e de 62 para mulheres, imposta pela reforma da Previdência, faz com que um grande número de pessoas, notadamente as mais pobres, contribuam com o financiamento de um sistema ao qual não terão acesso.

— A população de periferias urbanas ou das zonas rurais precisa entrar no mercado de trabalho mais cedo, vivendo em situação mais precária, trazendo também uma diminuição em sua expectativa de vida, que gira em torno dos 60 anos. Portanto, boa parcela dos mais carentes não poderá usufruir da tão sonhada aposentadoria — afirma.

Ele complementa afirmando;

— São essas pessoas que mais precisam das garantias da Seguridade Social, formada pelo tripé Saúde, Assistência Social e Previdência. Os mais necessitados terão as maiores dificuldades para acessar a aposentadoria. Por outro lado, moradores de bairros nobres de grandes cidades, que têm melhores condições de renda, vivem cerca de 80 anos e contam com o benefício por mais tempo, com a contribuição dos mais necessitados.

O advogado especialista em Direito Previdenciário Celso Joaquim Jorgetti, da Advocacia Jorgetti, ressalta que o brasileiro será obrigado a trabalhar por mais tempo e receber um valor menor de benefício.

— Após a reforma, os pontos mais prejudiciais para o segurado foram a implantação de uma idade mínima para a aposentadoria e as novas formas de calcular o benefício. No caso da idade mínima a regra geral de aposentadoria passou a exigir pelo menos 62 anos de idade e pelo menos 15 anos de contribuição das mulheres e 65 anos de idade e 20 anos de contribuição dos homens. Já no cálculo do benefício, as novas regras preveem que valor da aposentadoria agora é calculado com base na média de todo o histórico de contribuições do trabalhador (não descartando as 20% menores) — diz.

Jorgetti complementa que o segurado terá que trabalhar muito mais para conseguir um benefício de maior valor porque, além de atingir o tempo mínimo de contribuição (20 anos se for homem e 15 se for mulher para aqueles que ingressarem no mercado de trabalho depois da reforma), os trabalhadores do regime geral terão direito a 60% do valor do benefício integral, com o percentual subindo 2 pontos para cada ano a mais de contribuição.

— Para ter direito a 100% da média dos salários, a mulher terá de contribuir por 35 anos, e o homem, por 40 anos — acrescenta.

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Postado em 16/11/2021 às 21:25

18/10/2021

Relatório final da CPI será lido na quarta e votado no dia 26, afirma Aziz

A CPI da Covid anunciou neste domingo (17) o adiamento da leitura e da votação do seu relatório final em meio às divergências entre senadores do grupo majoritário do colegiado.

A decisão foi tomada pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), após insatisfações sobre trechos do documento do relator Renan Calheiros (MDB-AL) e debates, entre outros pontos, sobre a inclusão de membros da família do presidente Jair Bolsonaro entre as propostas de indiciamento.

A leitura do relatório estava marcada para esta terça-feira (19), e integrantes da comissão chegaram a projetar uma demora adicional de uma semana. Mais tarde, Aziz disse que ele será lido na quarta-feira (20), mas que a votação do texto, que seria nesse dia, ficará apenas para a semana seguinte, no dia 26.

O presidente da CPI afirmou que, se o cronograma inicial fosse cumprido, os senadores teriam pouco tempo para ler o relatório elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).

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Por Alderi Dantas, 18/10/2021 às 06:00 - Foto: Agência Senado

15/10/2021

Câmara de Assu entrega títulos de Cidadão Assuense; reitora da UERN será uma das agraciadas

A Câmara Municipal de Assu (RN) entrega a reitora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Cicília Raquel Maia Leite, o título de Cidadã Assuense nesta sexta-feira (15).

A honraria será entregue também a assessora da reitoria, Jéssica Neiva de Figueiredo Leite Araújo.

Segundo a secretaria da Câmara Municipal do Assu, a cerimônia de entrega de títulos de Cidadão Assuense terá 45 agraciados e ocorre às 19h30, no plenário João Marcolino de Vasconcelos (Lou), no Palácio Ulisses Caldas, localizado na Travessa Dr. Pedro Amorim, s/n, Centro de Assu (RN).

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Por Alderi Dantas, 15/10/2021 às 13:31

12/10/2021

'Para ser pátria amada não pode ser pátria armada', diz arcebispo de Aparecida durante missa da padroeira do Brasil

O arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, afirmou nesta terça-feira (12) que "para ser pátria amada não pode ser pátria armada. O arcebispo rezou a missa das 9h, a principal do dia no Santuário Nacional de Aparecida, em homenagem à padroeira do Brasil, cujo dia é comemorado nesta terça. 

— Para ser pátria amada seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news —afirmou o religioso durante o sermão.

"Pátria amada" é o slogan do governo de Jair Bolsonaro. Brandes não o citou, mas o presidente é favorável ao armamento da população e é investigado em inquérito sobre disseminação de informações falsas que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Brandes lamentou ainda as mais de 600 mil mortes por Covid-19 e defendeu a vacina e a ciência. O arcebispo citou também a fome, que atinge a parte mais pobre da população brasileira, lembrando são frequentes as imagens de pessoas buscando ossos pra se alimentar. Brandes pediu união.

— Quero pedir que cada um de nós abrace o Brasil. Abrace o nosso povo. A começar pelo povo mais original, vamos abraçar os nossos índios, primeiro povo dessa terra. Vamos abraçar os negros, que logo vieram fazer parte desta terra. Vamos abraçar os europeus que aqui chegaram — disse o religioso.

Embora não seja considerado da ala mais progressista da igreja católica, os sermões do arcebispo de Aparecida costumam trazer críticas aos problemas enfrentados pelo país. No ano passado, dom Orlando Brandes criticou a volta da impunidade e também as queimadas em biomas como Amazônia e Pantanal.

Já em 2019, o sermão do religioso criticou o "dragão do tradicionalismo". Ele disse que a "direita é violenta e injusta".

As celebrações no Santuário aconteceram presencialmente em 2021 depois de terem sido interrompidas no feriado do ano passado por conta da pandemia, mas com público reduzido. Apenas 2,5 mil pessoas poderiam assistir às missas na igreja, que tem capacidade para 35 mil fieis. Por isso, foram rezadas 14 missas nesta terça para que mais pessoas participassem. O uso de máscara no Santuário é obrigatório, assim como o distanciamento.

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Por Alderi Dantas, 12/10/2021 às 21:44 - Foto: Reprodução / A12

08/10/2021

Brasil atinge marca de 600 mil mortos pela covid-19

O Brasil chegou a marca de 600.077 mortos pela covid-19 desde o início da pandemia. O número foi confirmado pelo consórcio de veículo de imprensa na tarde desta sexta-feira (8). O número total de casos da doença no Brasil é de 21.893.752, segundo o levantamento.

Atualmente, a média de mortes diárias pela doença é de 438, menor índice desde novembro de 2020, e com tendência de queda. A redução é consequência direta da vacinação no país. O Brasil tem 69% da população vacinada com pelo menos uma dose, enquanto 45% dos brasileiros já estão com o esquema vacinal completo.

Quando o Brasil registrava 300 mil mortes, o país demorou apenas 36 dias para chegar a marca de 400 mil óbitos pela covid. Depois, foram mais 51 dias até o número chegar a 500 mil mortes. Agora, o número de dias mais que dobrou, demorando 111 dias para acumular mais 100 mil mortes.

1ª morte por covid no Brasil: 12 de março de 2020

100 mil mortes: 8 de agosto de 2020

200 mil mortes: 7 de janeiro de 2021

300 mil mortes: 24 de março de 2021

400 mil mortes: 29 de abril de 2021

500 mil mortes: 19 de junho de 2021

600 mil mortes: 8 de outubro de 2021

Mesmo com a melhora no cenário, o Brasil é o terceiro país com a maior média diária de mortes, atrás de Estados Unidos e Rússia. Outra marca negativa para o Brasil é que o país foi o que mais teve mortes em decorrência da covid-19 no ano: 405 mil.

Em Brasília e no Rio de Janeiro, manifestantes lembraram as vítimas da covid-19 no Brasil e fizeram críticas à gestão de Jair Bolsonaro na pandemia.

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Por Alderi Dantas, 8/10/2021 às 20:31

07/10/2021

Ministério da Economia corta 92% de recursos destinados à ciência

Nesta quinta-feira (7), o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), recebeu um apelo em tom desesperado de oito entidades científicas. O grupo pede ajuda do Congresso para reverter uma decisão do Ministério da Economia, comunicada em ofício à Comissão Mista do Orçamento, de retirar recursos que seriam destinados a vários projetos científicos, inclusive a bolsas e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Depois do pedido da equipe econômica do governo federal, dos R$ 690 milhões já previstos, sobraram apenas R$ 55 milhões (8% do total inicial).

Na nota oficial, intitulada de Manobra do Ministério da Economia afronta a ciência nacional, as oito entidades científicas pedem aos parlamentares que revertam a decisão. “Está em questão a sobrevivência da ciência e da inovação no país”, afirma o documento.

Entre as entidades que assinaram o apelo, está Associação Brasileira de Ciências, a SBPC, Andifes, Confap, Conif, Confies, Consecti e IBCHIS.

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Por Alderi Dantas, 7/10/2021 às 21:20

06/10/2021

Vacinação vai bem no Brasil, mas não é hora de tirar máscaras, diz especialista

Com o avanço da vacinação na população brasileira, algumas capitais do país já pensam em flexibilizar o uso de máscaras. Para a microbiologista Natalia Pasternak, em entrevista à CNN, a situação do Brasil tem melhorado consideravelmente, mas ainda não é o momento de tirar as máscaras.

“Especialistas já comentaram algumas vezes que a máscara seria a última medida a cair, porque elas têm um benefício muito bom e um custo muito baixo. Ninguém tem efeito colateral por usar a máscara. É uma medida extremamente efetiva do ponto de vista de custo-benefício porque é basicamente só benefício”, afirmou.

“A gente tira a máscara quando tivermos números muito confiáveis de que a pandemia está sob controle, mas a má notícia é que ainda não chegamos a esse ponto. A vacinação no Brasil está indo muito bem, mas não é momento de pensarmos em parar de usar máscara”, disse a especialista.

Pasternak ainda afirmou que a aplicação das vacinas na maioria da população é a meta, mas não é isso que definirá a necessidade do uso das máscaras, e sim as métricas da pandemia.

“A meta é vacinar, pelo menos, 90% da população, porque imaginamos que a Covid-19 irá parar de circular ao chegar nesse número. Porém, a vacinação não é a métrica para saber se a doença parou de circular. A nossa métrica é o número de casos, de hospitalizações e de óbitos. Então não adianta se basear no número de vacinados”, completou a especialista.

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Por Alderi Dantas, 6/10/2021 às 22:53

05/10/2021

Offshore em paraíso fiscal: Guedes terá que dar explicações ao Senado e à Câmara

O ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, terá que dar explicações sobre sua empresa em paraíso fiscal em audiência na Câmara e no Senado. Os requerimentos foram aprovados nesta terça-feira (5).

A audiência com os senadores foi marcada para o dia 19 de outubro e será feita na Comissão de Assuntos Econômicos.

No Senado, o requerimento que previa a convocação do ministro, quando não há a possibilidade de recusa, foi alterado para convite. Além disso, foi incluído o nome do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que também tem uma offshore.

Já na Câmara foi mantida a convocação do ministro, mas a data ainda não foi marcada. A reunião será feita na Comissão de Trabalho.

Reportagem da revista Piauí e outros veículos revelou que ambos mantinham offshores nesses locais mesmo depois de ocuparem seus cargos no governo federal, o que pode configurar conflito de interesses.

A apuração jornalística denominada de Pandora Papers foi feita a partir do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.

Nesta segunda-feira (4), o Ministério Público Federal foi acionado por parlamentares para que o ministro e o presidente do Banco Central sejam investigados.

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Por Alderi Dantas, 5/10/2021 às 14:35

04/10/2021

Relatório final da CPI deve propor indiciamento de ao menos 30 pessoas, diz Aziz

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, Omar Aziz (PSD-AM), disse nesta segunda-feira, 4, que a expectativa é de que o relatório final da comissão de inquérito proponha o indiciamento de pelo menos 30 pessoas.

Ao todo, a lista de investigados do relator, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), soma 32 pessoas, incluindo políticos, médicos e empresários.

O parecer final deve ser apresentado no dia 19 de outubro, depois de uma cerimônia em frente ao Congresso Nacional em homenagem às vítimas do novo coronavírus.

Na cúpula da CPI da Pandemia, os nomes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello são dados como certos para solicitações de indiciamento no parecer final.

Omar disse ainda que não há previsão de depoimento para a próxima sexta-feira (9). O campo majoritário discutia convocar um ministro do governo Jair Bolsonaro. Em reunião na noite desta segunda-feira (4), no entanto, chegou-se a um consenso de que os depoimentos da comissão de inquérito serão encerrados na próxima quinta-feira (7).

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Por Alderi Dantas, 04/10/2021 às 21:30

Operações do Pix à noite terão limite de R$ 1 mil a partir desta segunda-feira, 4

A partir desta segunda-feira (4), as transferências e pagamentos feitos por pessoas físicas entre as 20h e as 6h terão limite de R$ 1 mil. A medida foi aprovada pelo Banco Central (BC), com o objetivo de coibir os casos de fraudes, sequestros e roubos noturnos.

As contas de pessoas jurídicas não foram afetadas pelas novas regras. A restrição vale tanto para transações por Pix, sistema de pagamento instantâneo, quanto para outros meios de pagamento, como transferências intrabancárias, via Transferência Eletrônica Disponível (TED) e Documento de Ordem de Crédito (DOC), pagamentos de boletos e compras com cartões de débitos.

O cliente poderá alterar os limites das transações por meio dos canais de atendimento eletrônico das instituições financeiras. No entanto, os aumentos serão efetivados de 24 horas a 48 horas após o pedido, em vez de ser concedidos instantaneamente, como era feito por alguns bancos.

As instituições financeiras também devem oferecer aos clientes a possibilidade de definir limites distintos de movimentação no Pix durante o dia e a noite, permitindo limites mais baixos no período noturno. Ainda será permitido o cadastramento prévio de contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos, mantendo os limites baixos para as demais transações.

Na semana passada, o BC estabeleceu medidas adicionais de segurança para o sistema instantâneo de pagamentos, que entrarão em vigor em 16 de novembro. Uma delas é o bloqueio do recebimento de transferências via Pix a pessoas físicas por até 72 horas, caso haja suspeita de que a conta beneficiada seja usada para fraudes.

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Por Alderi Dantas, 04/10/2021 às 06:02 - Fonte: Agência Brasil

Senado aprova incentivo à energia solar por meio do SFH; texto segue para a Câmara

Em sessão semipresencial na quinta-feira (30), o Plenário do Senado aprovou um projeto de lei que incentiva a energia solar por meio do financiamento imobiliário (PL 2015/2021). Pelo projeto, da senadora Kátia Abreu (PP-TO), será permitida a inclusão do valor referente à aquisição e à instalação de sistema de energia solar fotovoltaica no financiamento do imóvel para moradia, no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). 

Relatado pelo senador Irajá (PSD-TO) e aprovado por unanimidade com 65 votos, o projeto segue agora para análise na Câmara dos Deputados.

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Por Alderi Dantas, 4/10/2021 às 05:53

27/09/2021

Campus de Assu lança e-book sobre seus 47 anos

O Campus Avançado de Assu comemorou na segunda-feira, 20, seu aniversário de 47 anos, sendo o primeiro campus instalado fora de Mossoró. Para contar parte dessa história e de seus personagens foi lançado sexta-feira, 24, o e-book “Campus de Assu: 47 anos transformando vidas”, fruto da pesquisa e organização da professora Dra. Marlucia Barros Lopes Cabral, diretora do Campus, e do técnico administrativo Antonio Alderi Dantas, lotado na direção do Campus.

O Campus conta atualmente com seis cursos de graduação: Ciências Econômicas, Letras Língua Portuguesa, Letras Língua Inglesa, Pedagogia, História e Geografia.

Também funciona um curso vinculado ao Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR): Pedagogia. O Campus conta ainda com o Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) e, recentemente, avançou com a aprovação no Conselho Diretor da Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FUERN), de uma turma especial de Doutorado Interinstitucional (DINTER) ofertado em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

No tocante à pós-graduação latu sensu, o Campus de Assu oferta a Especialização em História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena e, brevemente, ofertará a Especialização em Economia de Empresas.

Além dos cursos de graduação e pós-graduação, o Campus também possui uma Escola de Línguas, a ELDELE – Escola de Línguas do Departamento de Letras Estrangeiras, que visa ofertar cursos de Língua Inglesa à comunidade acadêmica e ao público em geral.

Visando marcar a data e comemorar o aniversário, a direção do Campus organizou uma programação que foi vivida durante a semana de 20 a 24, com mesa-redonda, palestras, lançamento do e-book e de um vídeo em homenagem ao servidor técnico administrativo Elioenai de Souza Ferreira (In Memoriam), vítima fatal da Covid 19, produzido a partir de um poema do professor e poeta Jobielson Silva.

Clique AQUI para ler o e-book na íntegra.

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Por Alderi Dantas, 27/09/2021 às 06:21

08/09/2021

Fux diz que ninguém fechará o STF e que desprezar decisão judicial é crime de responsabilidade

O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (8) que "ninguém fechará" a Corte e que o desprezo a decisões judiciais por parte de chefe de qualquer poder configura crime de responsabilidade.

Fux fez a declaração na abertura da sessão desta quarta do Supremo. A fala foi uma reação ao discurso do presidente Jair Bolsonaro que, durante manifestação do 7 de Setembro nesta terça, em favor do governo e de pautas antidemocráticas, fez ameaças golpistas e afirmou que não vai mais cumprir decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Fux também declarou que “ofender a honra dos Ministros, incitar a população a propagar discursos de ódio contra a instituição do Supremo Tribunal Federal e incentivar o descumprimento de decisões judiciais são práticas antidemocráticas e ilícitas, que não podemos tolerar em respeito ao juramento constitucional que fizemos ao assumir uma cadeira na Corte”.

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Por Alderi Dantas, 8/09/2021 às 21:08 

07/09/2021

Bolsonaro ignora inflação, fome e desemprego e elege Moraes vilão do Brasil

Por Leonardo Sakamoto - jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo

O combate à inflação, ao desemprego, à fome e às crises energética e hídrica foram os grandes ausentes nos dois discursos que Jair Bolsonaro fez sobre os problemas do país, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e na avenida Paulista, em São Paulo, nesta terça (7). Ignorando que governa para 213 milhões de pessoas, o presidente produziu uma peça para excitar o rebanho bolsonarista, elegendo como o grande vilão nacional o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Apesar das pautas econômicas estarem em primeiro lugar na preocupação dos brasileiros, seguidas pela saúde (pandemia), segundo levantamento da Quaest Pesquisa e Consultoria, Bolsonaro convenceu seus fãs que a principal crise do país é de ameaça à liberdade. No caso, a sua liberdade de atacar a democracia. Paradoxalmente, ele faz isso citando a defesa da democracia, repetindo a fórmula de governantes autoritários antes dele.

Jair dedicou seus discursos a alimentar a ideia de que o STF quer criar uma ditadura no país porque impede o bolsonarismo de ter liberdade absoluta, seja para atacar o sistema eleitoral, difundir remédios sem eficácia para a covid-19 ou propagar notícias falsas. Tanto que editou uma Medida Provisória, nesta segunda (6), impedindo a remoção de conteúdo de ódio e desinformação por parte do Facebook, Twitter e Google. Quer manter o direito de produzir cortinas de fumaça sobre a incompetência e corrupção de seu governo. Mas não só.

Nos dois atos em que esteve presente, o presidente não citou ações para resolver os problemas que atingem 14,4 milhões de desempregados, segundo o IBGE, e 19 milhões de famintos, nem afirmou como vai reduzir uma inflação que aumentou em 22% a cesta básica em 12 meses, segundo o Dieese. Muito menos falou sobre a sua estratégia para garantir que o preço dos combustíveis, do gás de cozinha e da energia elétrica parem de escalar. Ou como vai impedir apagões e racionamento de água até o final do ano.

Pior: as micaretas golpistas que ele organiza e seu comportamento antidemocrático só atrasam a retomada porque jogam incerteza política sobre o país, afastando investidores e consumidores.

Após atacar Alexandre de Moraes, responsável pelos inquéritos das fake news e das milícias digitais contra a democracia, investigações que atingem em cheio ele, seus filhos e aliados, afirmou que não obedecerá mais ordens judiciais que o ministro vier a proferir. Se cumprir a bravata, estará dando um golpe no Estado, implementando o caos.

Desde que assumiu o poder, o presidente trabalha para vender a ideia de que o interesse dos indivíduos é sempre mais importante do que o bem-estar da coletividade. Nem todo indivíduo, claro, apenas os que atuam sob uma lógica bolsonarista, sejam eles ruralistas, madeireiros e garimpeiros ilegais, policiais e militares que agem como milicianos, religiosos fundamentalistas, empresários gananciosos.

Ou seja, a liberdade individual de não usar máscara é mais importante que salvar vidas na pandemia; a de desmatar a Amazônia é maior do que a consequente falta de água; a de lucrar a qualquer custo é mais relevante do que a de garantir um mínimo de dignidade aos trabalhadores.

Erra quem pensa que os apoiadores de Bolsonaro são apenas um rebanho acéfalo. Há muita gente interessada em um Estado que saia de cena, permitindo que se implemente a lei do mais forte. Ou melhor, a do mais armado ou do mais rico. Existe quem age como gado, mas quem é sócio na fazenda.

Em um jantar com lideranças conservadores em Washington DC, capital dos Estados Unidos, em março de 2019, Bolsonaro foi bem sincero em seu intento de demolir o país para construir algo novo - à sua imagem e semelhança : "O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa. Para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que, pelo menos, eu possa ser um ponto de inflexão, já estou muito feliz".

Após as manifestações desta terça, ele deve estar exultante. Pois não trouxe soluções para problemas nacionais, apenas erodiu mais um pouco as instituições, para o bem dele mesmo e dos seus. Subiu um degrau nas ameaças às instituições. Nos próximos dias, o país vai se debruçar em resolver a porcaria deixada pelo presidente ao invés de se dedicar ao que realmente importa, como o combate à inflação, ao desemprego, à fome e às crises energética e hídrica.

"Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos Três Poderes continue barbarizando a nossa população", bradou Bolsonaro em Brasília. Chegamos realmente a um ponto de inflexão. Ele e seus seguidores pensam em Alexandre de Moraes quando dizem e repetem essa declaração. Mas a maioria da população, que não quer guerra, apenas sobreviver no dia a dia, pensa nele.

Bolsonaro sabe disso. Tanto que demonstrou medo da cadeia em seu discurso em São Paulo ao afirmar que para lá, ele não irá nunca. Por isso, o golpe não é uma opção, mas uma necessidade. Afinal, a única forma de ele não sair preso após deixar o cargo é não deixar o cargo.

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Postado em 7/09/2021 às 20:45

05/09/2021

Um outro 7 de setembro

Por Flávio Dino - governador do Maranhão

Neste 7 de Setembro, alcançamos nosso 199º aniversário como nação juridicamente independente e entramos na contagem regressiva para o bicentenário nacional, a ser comemorado no ano que vem. A pergunta que vem à mente de qualquer verdadeiro patriota é: que Brasil queremos construir até lá? Alinho-me aos que sonham com Soberania, Democracia e Justiça Social, e com o País bem longe das ameaças absurdas que marcam o feriado nacional deste ano. 

Essa agitação liberticida a que assistimos em torno deste 7 de Setembro se filia a uma longa tradição no País. Em grande parte desses quase dois séculos, fomos governados por regimes autoritários. Perdurou por quase todo esse período a crença de que para “vencer a corrupção” seria necessário arregimentar “homens iluminados”. Esses seriam puros e técnicos e fariam um governo sem máculas e marcado pela resolução dos problemas. Esse ideal animou o Partido Militar às várias quarteladas que vivemos nesses 200 anos. 

O resultado prático desse projeto sempre foi o oposto do que diziam propor. Governos autoritários, ao longo da história do Brasil, mostraram-se incompetentes, pois desconectados dos verdadeiros problemas do País, e manchados por denúncias de corrupção, uma vez que, sem a transparência da democracia, sobram negócios obscuros com recursos públicos.

O arranjo político que atualmente governa o nosso país vincula-se a essa tradição. Tanto em quartéis quanto em tribunais, um pequeno segmento resolveu atribuir-se o papel de “regenerar” a política, em uma pretensa salvação nacional. Contudo, o que vimos é a multiplicação de denúncias de corrupção, como fica explícito agora na CPI do Senado. Enquanto isso, bens essenciais atingem preços inacessíveis, e arrumaram uma enorme crise energética, sem gestão eficiente, resultando em racionamento via tarifaço.

Bolsonaro quer fugir desse território que comprova o fracasso de seu governo e o direciona a uma derrota eleitoral, tentando forjar uma desordem. Os militares que indevidamente se partidarizam, filiando-se a projetos de poder, são uma minoria que deve ser tratada com o rigor da lei. Uma polícia que não cumpre a lei deixa de ser polícia e passa a ser um bando armado. Esses servidores públicos têm a franquia dada pela sociedade de portarem armas para proteger essa sociedade, não para ameaçá-la. Armas para cumprir a lei, não para rasgar a Constituição. O artigo 142 da Constituição não coloca corporações armadas na condição de “poder moderador”, nem de tutela sobre o poder civil. Tal preceito diz exatamente o contrário, ao frisar que servidores públicos que portam armas estão submetidos aos poderes constitucionais. E estes são três, como sabemos: Executivo, Legislativo e Judiciário. 

A tentativa abjeta de milicianizar as instituições nasce do descrédito do poder bolsonarista. Em vez de melhorar, a situação do País entrou em terrível decadência nos últimos anos, justamente pela aplicação de medidas econômicas erradas, alinhadas a um projeto de destruição do Estado Nacional. Apesar das trevas simbólicas e literais, não podemos desanimar. Um outro 7 de Setembro é possível e vai ocorrer. A data magna da nossa Pátria deve voltar a ser marca de luz e esperança. O verdadeiro patriotismo é democrático e respeita a Constituição. Prega a paz e não conflitos o tempo inteiro. É construído com livros e escolas, não com fuzis em mãos erradas. Não há espírito cívico em hordas marchando para tentar impor seus pontos de vista, minoritários e contrários às leis

No 7 de Setembro que o Brasil precisa há união nacional para tentar derrotar definitivamente o coronavírus e vacinar a população em 2021 e 2022, existe solidariedade com os mais pobres massacrados pela inflação e o presidente da República emana bons sentimentos, não ódio e desespero.

O 7 de Setembro de 1822 foi uma construção de muitos, a exemplo de Tiradentes e José Bonifácio. Do mesmo modo, no bicentenário da Independência, teremos um outro 7 de Setembro, bem distinto do atual, na medida em que tenhamos coragem, ideias claras e mobilização. O Brasil é muito maior do que os que querem destruí-lo. Nosso projeto nacional está muito bem sintetizado no artigo 3° da Constituição Federal, a estabelecer como objetivos fundamentais: “Construir uma sociedade livre, justa e solidária; Garantir o desenvolvimento nacional; Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. 

Esse é o mapa do caminho. Viva o Brasil!

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Postado em 5/09/2021 às 21:00

01/09/2021

Governo anuncia bandeira tarifária 'escassez hídrica' nas contas de energia elétrica; custo será de R$ 14,20 a cada 100 kWh

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou uma nova bandeira tarifária para as contas de energia elétrica de todo o país. A "bandeira tarifária escassez hídrica" prevista para entrar em vigor nesta quarta-feira (1º) e adicionar R$ 14,20 às faturas para cada 100 kW/h consumidos.

De acordo com o texto divulgado pela agência, a previsão é que a nova bandeira permaneça em vigor até 30 de abril de 2022. Até agora, a cor da bandeira era definida mês a mês.

A nova bandeira representa uma alta de 49,63% em relação à bandeira vermelha patamar 2, que era a mais alta do sistema e estava em vigor nos últimos meses.

A justificativa é a piora da crise hídrica, que tem exigido medidas adicionais do setor elétrico para não faltar energia em outubro e novembro – os meses que deverão ser os mais críticos do ano.

Ainda segundo o governo e a Aneel, a bandeira "escassez hídrica" provocará aumento de 6,78% na tarifa média da conta de luz dos consumidores regulados (atendidos pelas distribuidoras).

Em meio ao anúncio da nova bandeira tarifária, o governo promete que dará desconto de R$ 0,50 por kWh economizado nas faturas dos próximos meses para os consumidores que pouparem entre 10% e 20%.

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Por Alderi Dantas, 1/09/2021 às 06:39 - Foto: Alderi Dantas