31/03/2019

A blasfêmia de Jair Bolsonaro: que “Deus” acima de todos?

Por Leonardo Boff - teólogo

Não queria ter escrito este artigo. Mas a aguda crise política atual e o abuso que se faz do nome de Deus provocam a função pública da teologia. Como qualquer outro saber, ela possui também a sua responsabilidade social. Há momentos em que o teólogo deve descer de sua cátedra e dizer uma palavra no campo do político. Isso implica denunciar abusos e anunciar os bons usos, por mais que esta atitude possa ser incompreendida por alguns grupos ou tida como partidista, o que não é.

Sinto-me, humildemente, na tradição daqueles bispos proféticos como Dom Helder Câmara, dos Cardeais Dom Paulo Evaristo Arns (lembremos o livro que ajudou a derrocar a ditadura “Brasil Nunca Mais”) e de Dom Aloysio Lorscheider, do bispo Dom Waldir Calheiros e de outros que, nos tempos sombrios da ditadura militar de 1964, tiveram a coragem de erguer a sua voz em defesa dos direitos humanos, contra os desaparecimentos e as torturas feitas pelos agentes do Estado.

Vivemos atualmente num país dilacerado por ódios viscerais, por acusações de uns contra os outros, com palavras de baixíssimo calão e por notícias falsas (fake news), produzidas até pela autoridade máxima do país, o atual presidente. Com isso ele mostra a falta de compostura em seu alto cargo e das consequências desastrosas de suas intervenções, além dos despropósitos que profere aqui e no exterior.

Seu lema de campanha era e continua sendo “Deus acima de todos e o Brasil acima de tudo”. Precisamos denunciar a utilização que faz do nome de Deus. O segundo mandamento divino é claro de “não usar o santo nome de Deus em vão”. Só que aqui o uso do nome de Deus não é apenas um abuso mas representa uma verdadeira blasfêmia. Por que?

Porque não há como combinar Deus com ódio, com elogio à tortura e a torturadores e com as ameaças a seus opositores como fazem Bolsonaro e seus filhos. Nos textos sagrados judaico-cristãos, Deus revela sua natureza como “amor” e como “misericórdia”. O “bolsonarismo” conduz uma política como confrontação com os opositores, sem diálogo com o Congresso, política entendida como um conflito, de viés fascista. Isso não tem nada a ver com o Deus-amor e o Deus-misericórdia. Consequentemente propaga e legitima, a partir de cima, uma verdadeira cultura da violência, permitindo que cada cidadão possa possuir até quatro armas. A arma não é um brinquedo para o jardim a infância mas um instrumento para matar ou se defender mutilando ou matando o outro.

Ele se diz religioso, mas é de uma religiosidade rancorosa; ele comparece despojado de sacralidade e com um perturbador vazio espiritual, sem qualquer sentido de compromisso com a vida da natureza e com a vida humana, especialmente daqueles que menos vida têm. Com propriedade afirma a miúdo o Papa Francisco: prefere um ateu de boa vontade e ético que um cristão hipócrita que não ama seu próximo, nem tem empatia por ele, nem cultiva valores humanos.

Cito um texto de um dos maiores teólogos do século passado, no fim da vida, feito Cardeal, o jesuíta francês Henri De Lubac:

“Se eu falto ao amor ou se falto à justiça, afasto-me infalivelmente de Vós, meu Deus, e meu culto não é mais que idolatria. Para crer em Vós devo crer no amor e na justiça. Vale mil vezes mais crer nessas coisas que pronunciar o Vosso nome. Fora delas é impossível que eu Vos encontre. Aqueles que tomam por guia – o amor e a justiça – estão sobre o caminho que os conduz a Vós”(Sur les chemins de Dieu, Aubier 1956, p.125)

Bolsonaro, seu clã e seguidores (nem todos) não se pautam pelo amor nem prezam a justiça. Por isso estão longe do “milieu divin”(T.de Chardin) e seu caminho não conduz a Deus. Por mais que pastores neo-pentecostais veem nele um enviado de Deus, não muda em nada a atitude do presidente, ao contrário agrava ainda mais a ofensa ao santo nome de Deus especialmente ao postar na internet um youtub pornográfico contra o carnaval.

Que Deus é esse que o leva a tirar direitos dos pobres, a privilegiar as classes abastadas, a humilhar os idosos, a rebaixar as mulheres e a menosprezar os camponeses, sem perspectiva de uma aposentadoria ainda em vida?

O projeto da Previdência cria profundas desigualdades sociais, ainda com a desfaçatez de dizer que está criando igualdade. Desigualdade é um conceito analítico neutro. Eticamente significa injustiça social. Teologicamente, pecado social que nega o desígnio de Deus de todos numa grande comensalidade fraternal.

O economista francês Thomas Pikitty, famoso por seu livro O Capital no século XXI (Intrínseca 2014), escreveu também um inteiro livro sobre A economia da desigualdade (Intriseca 2015). O simples fato, segundo ele, de que cerca de 1% de multibilhardários controlarem grande parte das rendas dos povos e no Brasil, segundo o especialista no ramo, Márcio Pochmann, os seis maiores bilionários terem a mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros mais pobres (JB 25/9/2017), dão mostras de nossa injustiça social.

Nossa esperança é de que o Brasil é maior que a irracionalidade reinante e que sairemos melhores da atual crise.

Postado em 31/03/2019 às 21:00

30/03/2019

AABB de Assu: do luxo ao lixo (Parte III)

Fechada, sem diretoria, sem funcionários e sem nenhum uso na atualidade, a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Assu, vai virando pó. Além das atitudes de vandalismo no dia a dia, a estrutura sofre o desgaste natural do tempo, como ocorreu recentemente com uma parte do muro que foi ao chão durante uma chuva.

A situação parece invencível: nada ali funciona sem um farto investimento e como a Federação Nacional das AABB (FENABB) e os associados não movem nenhuma ação tudo vai ficando cada vez mais difícil pelo quadro de deterioração.

Em 2012, numa reunião ocorrida no dia 21 de novembro na Câmara Municipal do Assu a superintendência do Banco do Brasil no Rio Grande do Norte chegou a garantir que a Federação Nacional das AABB (FENABB) prometia recuperar a AABB/Assu no decorrer do ano de 2013. Já em 2014, uma reunião entre os funcionários da agência do Banco do Brasil/Assu voltou a discutir a restauração do local, no entanto, nada ocorreu a partir dessas iniciativas para a recuperação da referida estrutura.

E assim, a AABB de Assu vai do luxo ao lixo..

Histórico

A AABB foi um dos pontos de diversão mais glamorosos de Assu. Nas suas dependências ocorreram os mais grandiosos e memoráveis bailes da sociedade assuense.

Além do salão de festas, o local oferecia uma majestosa área de lazer com piscina e uma quadra que foi durante muito tempo a principal praça esportiva da cidade.

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 Por Alderi Dantas, 30/03/2019 às 16:20 - Fotos: Alderi Dantas

29/03/2019

Deputada Natália Bonavides discute apoio a pleitos do Campus da UERN de Assu

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN – recebeu na manhã desta sexta-feira, 29, a visita da deputada federal Natália Bonavides (PT/RN) no Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão, em Assú. 

Na oportunidade, a deputada foi recebida pela diretora do Campus, professora Marlúcia Barros Lopes Cabral e pelo vice diretor Augusto Sérgio de Oliveira e além de conhecer a estrutura física a deputada se inteirou sobre as demandas da Instituição.

O Campus de Assú vem entre suas principais reivindicações pleiteando recursos voltados à construção de uma nova biblioteca visto que o benefício favorecerá as avaliações dos seis cursos de graduação ofertados no Campus: Ciências Econômicas, Geografia, História, Letras Portuguesa, Letras Língua Inglesa e Pedagogia; ao Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) e aos cursos ofertados através dos programas formativos, como o PARFOR, assim como passará a atender de uma melhor forma aos mais de 1.100 estudantes atualmente matriculados e a perspectiva de novos cursos.

Na pauta, a diretora discutiu ainda sobre outras reformas e a continuidade do processo de adequação da estrutura, voltada para a acessibilidade.

O momento foi acompanhado pelo professor Raimundo Inácio da Silva, chefe do Departamento do Curso de Geografia, pelo professor William Gledson e Silva, subchefe do Departamento do Curso de Economia, pela professora Nádia Silveira, coordenadora do PROFLETRAS e pelos representantes do Diretório Central dos e das Estudantes - DCE/UERN, com quem foi tratado sobre uma Casa de Apoio ao Estudante.

A deputada Natália Bonavides que integra a Comissão de Educação da Câmara dos deputados colocou sua atuação em defesa dos interesses da educação e seu mandato à disposição da universidade.

Por Alderi Dantas, 29/03/2019 às 16:00

28/03/2019

No Brasil, 95 cidades vão apagar as luzes de monumentos para lembrar a Hora do Planeta

Neste sábado, 30, das 20h30 às 21h30, as luzes de monumentos ao redor do mundo serão apagadas para lembrar a importância de preservar o meio ambiente.

A ação faz parte do movimento a Hora do Planeta, iniciativa da ONG - WWF, que começou em Sydney, na Austrália, no ano de 2007.

O objetivo é sensibilizar as pessoas sobre as mudanças climáticas e seu impacto na biodiversidade e no cotidiano.

No Brasil, 95 cidades vão apagar as luzes de monumentos durante uma hora e realizar atividades para lembrar a Hora do Planeta.

No Distrito Federal, as luzes do Palácio do Buriti, Torre de TV e Estádio Nacional serão desligadas. Na sede do WWF na capital do país, haverá uma série de atividades gratuitas para mostrar a necessidade de atenção e cuidados com o meio ambiente.

Em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, os monumentos que terão as luzes apagadas serão a Praça Sete, o prédio da prefeitura, a Praça do Papa e o Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte.

No Rio de Janeiro, o Bondinho Pão de Açúcar, o Copacabana Palace e o histórico CCBB Rio.

E em Fortaleza, no Ceará, cinco monumentos foram incluídos no movimento, com destaque para a estátua de Iracema e a Praça do Ferreira.

Por Alderi Dantas, 28/03/2019 às 19:07

27/03/2019

Aeroporto Aluízio Alves tem menos passageiros que o Augusto Severo

O superintendente do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves (São Gonçalo do Amarante), Ibernon Gomes, participou de audiência pública realizada na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (27) para discutir os altos preços das tarifas aéreas cobradas para quem deseja chegar ou sair de Natal pelo solo potiguar. Ele explicou que o terminal não possui responsabilidade em torno do problema, já que as taxas cobradas pelo terminal RN são as mais baratas do país, mas revelou que o Estado perdeu nos últimos cinco anos, após a inauguração do novo aeroporto, cerca de 200 mil passageiros se comparado com números do antigo Augusto Severo (Parnamirim).

“O aeroporto Augusto Severo recebia 2,6 milhões de passageiros por ano, enquanto nós, com uma estrutura muito maior, recebemos 2,4 milhões. Estamos abertos para dialogar e colaborar da melhor forma possível para que o cenário mude”, disse Ibernon Gomes.

Na audiência, representantes do Governo do Estado afirmaram que estão discutindo junto às companhias aéreas a redução nos preços das passagens. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado; o secretário de Tributação, Carlos Eduardo Xavier; e a secretária de Turismo, Ana Costa, expuseram informações sobre o debate que tem ocorrido junto às empresas e garantiram que as isenções fiscais praticadas deverão ter contrapartidas.

“Precisamos amarrar as contrapartidas. A concessão de 12% não tem nenhum tipo de amarra. Esse é o principal problema da redução do ICMS do QAV concedida no estado. Nossa conversa é no sentido de que queremos fomentar o turismo do RN. O modelo não funcionou, com perda de arrecadação e sem o retorno. Queremos construir um novo modelo para fomentar a indústria do Turismo e também que colabore com os norte-riograndenses que querem viajar”, explicou Carlos Eduardo Xavier. “Nossos operadores não conseguem vender mais os nossos destinos devido aos preços das passagens aéreas e falta de conectividade do nosso destino”, lamentou Ana Costa.

Por Alderi Dantas, 27/03/2019 às 20:09

26/03/2019

Livro reúne artigos sobre participação do RN na II Guerra

Na próxima terça-feira, 2 de abril, será lançado o livro Observações sobre a Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte. A obra, que contou com a contribuição de vários pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) reúne textos sobre o período em que o estado do Rio Grande do Norte participou diretamente da Segunda Guerra Mundial.

O trabalho conta com oito artigos de doze pesquisadores que direcionam seus olhares para esse importante episódio histórico do Rio Grande do Norte. Entre eles, estão os professores Yuri Simonini, do Departamento de História, Giovana Paiva de Oliveira e Angela Lúcia de Araújo Ferreira, ambas do Departamento de Arquitetura.

O livro é organizado por José Correia Torres Neto e faz parte da Coleção A Participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial, que conta com mais duas obras: Sobrevoo: episódios da Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte, escrito por Rostand Medeiros e A Engenharia Norte-Americana em Natal na Segunda Guerra Mundial, de Leonardo Dantas.

O lançamento dos três livros acontece no dia 2 de abril, a partir das 11h, na sede do Sebrae-RN, localizado no bairro de Lagoa Nova.

Por Alderi Dantas, 26/03/2019 às 23:26

25/03/2019

UFRN abre concurso com inscrições a partir de 8 de abril

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abre vagas para concurso público de provas para provimento de cargo técnico-administrativo em educação. As inscrições devem ser feitas de 8 de abril a 13 de maio de 2019, no site do Núcleo Permanente de Concursos (Comperve). A aplicação das provas está prevista para o dia 30 de junho. O valor da taxa de inscrição do concurso varia de R$ 60 a R$ 80, conforme o cargo.

O Edital 012/2019 traz informações sobre os cargos de Psicólogo Clínico, Nutricionista, Administrador, Tecnólogo em Eventos e Produção Cultural, Engenharia de Produção, Assistente em Administração, Desenhista Técnico/Web Designer, Técnico de Tecnologia da Informação, Técnico em Enfermagem, Técnico em Agropecuária, Técnico em Eletrotécnica e Técnico de Laboratório/Química.

Por Alderi Dantas, 25/03/2019 às 07:02

20/02/2019

Moro juiz x Moro ministro: a mudança radical de opinião sobre caixa dois

Por Marina Rossi, El País

A cruzada de Sergio Moro pelo combate à corrupção começou a enfrentar obstáculos desde que ele deixou a toga de juiz e foi nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública pelo presidente Jair Bolsonaro. Em um passado recente, o juiz curitibano fora celebrado durante as manifestações contra a corrupção. O Super Moro estampava camisetas e bonecos nas ruas e, enquanto a personificação da Operação Lava Jato, fazia palestras e dava entrevistas condenando veemente crimes como o caixa dois. "É uma trapaça", dizia, sobre essa prática.

Mas agora, à frente do Palácio da Justiça, o ministro mudou seu discurso. Ao apresentar seu pacote de medidas para combater os crimes de corrupção – bandeira que elegeu Bolsonaro –, teve de fatiar em três partes o plano e deixar em separado a proposta que criminaliza a mesma prática de caixa dois condenada no passado porque "vieram reclamações" dos políticos. "Alguns políticos se sentiram incomodados de isso [crime de caixa dois] ser tratado junto com corrupção e crime organizado. Fomos sensíveis", disse o ministro. O Governo sabe que, do contrário, o pacote não seria aprovado. Além disso, ao anunciar o fatiamento, o ministro ainda atenuou a gravidade desse crime, afirmando que "caixa dois não é corrupção".

Siga a cronologia da mudança de opinião do ministro:

Agosto de 2016: Caixa dois é “trapaça”

“Eu particularmente sou favorável a essa criminalização [de caixa dois]. Tenho uma posição muito clara: eu acho que o caixa dois muitas vezes é visto como um ilícito menor, mas é trapaça em uma eleição. E há uma carência da nossa legislação de tipificar esse tipo de atividade. E essa carência acaba gerando suas consequências no sentido de que se isso não é criminalizado, é tipo como permitido”. A frase fora proferida pelo juiz durante um debate no Congresso sobre o pacote que promovia as 10 Medidas Contra a Corrupção, que acabou não sendo aprovado.

No mesmo debate, Moro afirmou que o que mais lhe chamou a atenção no decorrer das investigações da Lava Jato foi o fato de os investigados citarem "de forma muito natural" o pagamento e o recebimento de propina. Em um discurso de aproximadamente uma hora, o então juiz também cobrou maior participação do Executivo e do Legislativo no combate à corrupção. 

Abril de 2017: "Caixa dois é crime contra a democracia"

“Tem que se falar a verdade, caixa dois nas eleições é trapaça, é crime contra a democracia. Alguns desses processos me causam espécie quando alguns sugerem fazer uma distinção entre corrupção para fins de enriquecimento ilícito, e a corrupção para fins de financiamento de campanha eleitoral. Para mim, a corrupção para financiamento de campanha eleitoral é pior que para o enriquecimento ilícito”. Sérgio Moro falou a uma plateia de estudantes brasileiros na Universidade Harvard no dia 8 de abril de 2017, sobre diversos assuntos. Dentre eles, a corrupção. "Se eu peguei essa propina e coloquei numa conta na Suíça, isso é provável crime, mas esse dinheiro está lá, não está fazendo mais mal a ninguém naquele momento. Agora, eu utilizo isso para ganhar uma eleição? para trapacear numa eleição? Isso pra mim é terrível", seguiu.

Novembro de 2018, sobre caixa dois de Onyx Lorenzoni

“Ele foi um dos poucos deputados que defendeu a aprovação do projeto das 10 Medidas [contra a corrupção] mesmo sofrendo ataques severos da parte dos seus colegas. Quanto a esse episódio do passado, ele mesmo admitiu seus erros e pediu desculpas e tomou as providências para repará-lo”, amenizou Sérgio Moro, no final do ano passado, quando já havia sido anunciado para compor o novo Governo.

Moro deu uma entrevista coletiva em que foi questionado sobre o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Lorenozini, atual ministro-chefe da Casa Civil, admitiu, em maio de 2017, que recebeu 100.000 reais de caixa dois da JBS para a campanha que o elegeu deputado federal em 2014. “Usei sem [fazer a] declaração das contas”, afirmou em entrevista para a rádio Bandeirantes de Porto Alegre. “Quero pedir desculpas ao eleitor que confia em mim pelo erro cometido”, afirmou ele, que foi relator do projeto 10 Medidas Contra a Corrupção.

Fevereiro de 2019: "Caixa dois não é corrupção"

"Não, caixa dois não é corrupção. Existe o crime de corrupção e existe o crime de caixa dois. Os dois crimes são graves. Aí é uma questão técnica". Pressionado pelos parlamentares, Moro fatiou seu projeto, como amenizou o discurso sobre o caixa dois.

Postado em 20/02/2019 às 14:50

01/02/2019

IFRN é eleito o melhor entre os institutos federais do Brasil

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) ficou em primeiro lugar entre os Institutos do Brasil, conforme o Web Ranking of Universities, e em segundo no que diz respeito às instituições de ensino do RN. O “Webometrics Ranking of World Universities” é uma iniciativa do Laboratório Cybermetrics, um grupo de pesquisa pertencente ao Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), maior corpo de pesquisadores da Espanha.

O sistema classifica universidades em todo o mundo, com base em um indicador composto que leva em conta tanto o volume do conteúdo da instituição na web (número de páginas e arquivos), quanto a visibilidade e o impacto destas publicações online, de acordo com o número de inlinks externos (citações do site) que receberam.

A lista tem como objetivo melhorar a presença das universidades e instituições de pesquisa na internet e promover a publicação em acesso aberto dos resultados científicos, sendo publicada desde 2004 e com atualizações a cada janeiro e julho. Atualmente, ela fornece indicadores para mais de 12.000 universidades em todo o planeta.

Por Alderi Dantas, 01/02/2019 às 20:38

14/01/2019

Em duas semanas, redes sociais passam de aliadas a principal problema de Bolsonaro

Por Yahoo Notícias

São exatos 14 dias de governo e a gestão de Jair Bolsonaro (PSL) a frente da presidência da República já enfrenta seus primeiros desafios — e, junto deles, problemas. As redes sociais, fortes aliadas do presidente em sua campanha, são a base de um problema que parece afetar seus aliados: desconfiança.

Tudo começou com o acordo com Rodrigo Maia (DEM). O atual presidente da Câmara, que deve tentar a reeleição, contará com o apoio da bancada do PSL, partido de Bolsonaro. Acontece que, em sua campanha, o presidente prometeu não só romper com a velha política, como também não participar de negociatas, o famoso ‘toma lá dá cá’.

A proximidade com Maia e a negociação com velhos políticos por um cargo central deixou apoiadores de Bolsonaro de orelha em pé. No Twitter, vários criticaram o presidente em postagens que ele próprio fez. Ele próprio aproveitou a confusão para recitar uma publicação do perfil Coluna de Direita, que afirmava que “algumas pessoas têm de entender como se joga xadrez”.

Logo depois do “caso Maia”, Bolsonaro teve de lidar com aquele que talvez seja seu maior constrangimento até o momento: a promoção de Antônio Hamilton Rossel Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, no Banco do Brasil. Funcionário há mais de 15 anos, ele foi escolhido como novo assessor especial da presidência do BB e teve seu salário triplicado de R$ 12 mil para R$ 36 mil.

Nos dias em que a polêmica se instaurou, Mourão defendeu a competência de seu filho, afirmando que a promoção se deu por conta de “mérito” e que não havia ocorrido anteriormente pelo fato de Antônio ser perseguido pelas gestões anteriores, do PT — durante o governo petista, o filho do vice foi promovido 8 vezes.

Nas redes sociais, o assunto repercutiu de forma extremamente negativa, com diversas críticas ao vice. Internamente, afirmam fontes, Bolsonaro se mostrou constrangido com a promoção, mas não tomou nenhuma atitude maior em relação ao caso.

Por fim, o porte de armas. Um dos principais pontos de Bolsonaro em sua campanha, ele tem sido extremamente cobrado nas ruas e redes sociais. E criticado também. Isso porque ocorreu uma divulgação da minuta do decreto elaborado pelo Ministério da Justiça no SBT e, a partir de então, diversas críticas a supostas mudanças.

Nas redes sociais, o movimento de “fúria” foi comandado por Bene Barbosa, presidente da ONG Movimento Viva Brasil e um dos maiores defensores da legalização do porte e posse de armas no país. Ele bateu boca com Eduardo e Carlos, filhos de Bolsonaro, via Twitter. Na discussão, o músico Roger, do Ultraje a Rigor, chegou a pedir que a mesma ocorresse no privado para “não dar munição à oposição”.

Postado em 14/01/2019 às 17:12

14/12/2018

Detran-RN inicia implantação de emplacamento de veículos no padrão Mercosul

O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN) inicia a implantação do sistema que vai possibilitar que os veículos cadastrados no estado sejam emplacados com placas no padrão Mercosul. Significa dizer que todos os veículos ‘zero quilômetro’ que forem emplacados já a partir desta sexta-feira (14) receberão as placas no novo padrão.

Porém, neste primeiro momento, a iniciativa será dirigida apenas ao emplacamento dos automóveis ‘zero quilômetro’ e para os que precisarem realizar serviços que alterem o registro de veículo, a exemplo de mudança de município ou de proprietário.

Nos demais casos, os donos de automóveis têm até 5 anos para efetivar a mudança da placa antiga para o modelo Mercosul. Porém, aquele que desejar realizar a mudança de imediato, basta buscar uma unidade do Detran.

A nova placa

A nova placa tem quatro letras e três números. Hoje, o modelo adotado no Brasil é o de três letras e quatro números. No visual, a nova placa vem com fundo branco e uma faixa azul na parte superior com o nome Brasil ao centro e a bandeira do país à direita. A identificação do Mercosul aparece na ponta esquerda da mesma faixa.

Para veículos particulares, a moldura e os caracteres serão pretos. Mas a cor muda conforme o tipo de veículo. Aqueles destinados a fins comerciais, como táxis e ônibus, terão moldura e caracteres em vermelho, veículos diplomáticos seguirão a cor laranja, carros oficiais receberão cor azul.

Entre os itens de segurança estão a pintura difrativa dos caracteres principais, marcas d’água e um QR Code no lado esquerdo, acima dos dizeres ‘BR’. O QR Code contém um número de série que ajudará em ações de fiscalização e no combate à clonagem ou adulteração de placas.

Por Alderi Dantas, 14/12/2018 às 06:38

12/12/2018

Prefeito de Carnaubais é alvo de ação do MP por uso de prédio público no intuito de pedir votos para deputados

O Ministério Público Eleitoral protocolou nesta quarta-feira (12) uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) contra o prefeito de Carnaubais, Thiago Meira Mangabeira, contra o deputado federal Rogério Marinho e o deputado estadual George Soares.

Na ação, o MP Eleitoral aponta a prática de abuso de poder político e conduta vedada em razão de reunião que o prefeito realizou, em prédio público, com servidores vinculados à Prefeitura de Carnaubais, antes e durante a campanha, para beneficiar os então candidatos George Soares e Rogério Marinho.

De acordo com o MP, em agosto, durante a campanha eleitoral, Thiago Meira convocou reunião na Câmara de Vereadores de Carnaubais com servidores da prefeitura, sob o pretexto de realizar uma prestação de contas da sua gestão à frente do Município. “A pauta inicialmente apresentada era apenas uma cortina de fumaça, pois aquele encontro tinha como último e principal objetivo cobrar o apoio dos servidores públicos lá presentes em favor dos candidatos a deputado estadual e deputado federal que o prefeito estava apoiando nas eleições de 2018”, afirma a ação.

Além de vídeo do evento encaminhado ao Ministério Público, ao serem ouvidas pelo promotor Augusto Carlos Rocha de Lima, da Promotoria Eleitoral da 47ª Zona, testemunhas confirmaram que o prefeito utilizou a reunião para pedir voto para os candidatos. “Aquele encontro, realizado em prédio público, que deveria restringir-se a questões administrativas, transformou-se em um verdadeiro, autêntico e sobretudo ato de campanha eleitoral em favor dos citados candidatos, ora investigados”.

A ação destaca ainda que o fato de a maioria dos presentes na reunião ser composta por servidores com vínculo temporário com a prefeitura (cargos comissionados ou contratados temporariamente) é “sintomático”.“Assim, é logicamente dedutível a pressão implícita resultante da relação funcional existente entre superior e subordinados – a maior parte vinculada ao município por meros contratos temporários – isso para não mencionar o flagrante aproveitamento dessa audiência cativa – convocada pelo prefeito e secretários para a reunião – para a apresentação dos melhores candidatos para o município”.

Se forem condenados, os envolvidos podem ser declarados inelegíveis, ter o diploma cassado mais pagamento de multa.

Por Alderi Dantas, 12/12/2018 às 20:57 - Com informações do G1 RN

06/12/2018

Ex-assessor de filho de Bolsonaro movimenta 1,2 milhão, diz relatório do Coaf

Um ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, movimentou 1,2 milhão de reais em uma conta entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017. O montante, considerado atípico, foi citado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de fiscalização ligado ao Ministério da Fazenda, revelou nesta quinta-feira O Estado de S.Paulo.

O ex-assessor, Fabrício José Carlos de Queiroz, é policial militar e trabalhava como motorista e segurança de Flávio Bolsonaro. De acordo com o jornal, ele estava lotado no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) até 15 de outubro deste ano, quando foi exonerado.

"O Coaf informou que foi comunicado das movimentações de Queiroz pelo banco porque elas são 'incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira' do ex-assessor parlamentar", diz a reportagem do Estadão, que aponta que, na Alerj, Queiroz tinha salário de 8.517 reais. Além do mais, ele também tinha vencimentos da Polícia Militar do Rio, no valor de 12.600 reais mensais.

O Estadão mostra que ainda, entre as movimentações do ex-assessor de Flávio Bolsonaro que foram mapeadas pelo Coaf, há um cheque de 24.000 reais destinado a Michelle Bolsonaro, esposa do presidente eleito e futura primeira-dama do Brasil. Também foram identificados saques em espécie que somam 320.000 reais, sendo que 159.000 foram sacadas em uma agência bancária dentro do prédio da Alerj.

Por Alderi Dantas, 06/12/2018 às 20:51 - Foto: Roque de Sá, Agência Senado

05/12/2018

No RN, 110 médicos migram da atenção básica para o programa Mais Médicos

Em todo o Brasil, segundo o Conselho de Secretários Municipais de Saúde, 2.844 trocaram programas básicos de saúde pelo Mais Médicos. No Rio Grande do Norte, 110 médicos saíram do Programa de Estratégia de Saúde da Família e foram para o Mais Médicos. Os dados foram confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Isso representa a metade dos profissionais que atuavam na atenção básica. As vagas deixadas pelos cubanos estão sendo ocupadas, porém surgiu um problema: está faltando médico nos municípios mais distantes.

Na zona rural de Janduís, a 300 quilômetros de Natal, o posto de saúde está sem médico há dez dias, depois da saída do profissional que atuava lá para o programa Mais Médicos.

Saiba mais e assista o vídeo da reportagem de Emmily Virgílio (Inter TV Cabugi/G1RN) no Jornal Nacional (Rede Globo) AQUI

Postado em 05/12/2018 às 21:40 

04/12/2018

FMI aponta baixo investimento público do Brasil

O investimento público do Brasil ficou abaixo da média dos países emergentes e da América Latina, nas duas últimas décadas. É o que conclui relatório com avaliação da gestão do investimento público no Brasil, divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

No período de 1995 a 2015, o investimento público no Brasil foi, em média, de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Já os países emergentes registraram 6,4% e os países da América Latina, 5,5%.

Em 2015, o estoque de capital público era de apenas 35% do PIB, em comparação com a média de 92% das economias emergentes e 86% da América Latina.

O relatório ressalta que há uma grande margem para aumento da eficiência do investimento público no Brasil. O hiato de eficiência do Brasil em relação aos países mais eficientes é de 39%. Esse resultado é maior do que a média observada nos demais países emergentes (27%) ou da América Latina (29%).

O documento propõe um plano de ação que recomenda, entre outros pontos, fortalecer a priorização estratégica do investimento público e desenvolver um banco de projetos de alta qualidade; padronizar os procedimentos de avaliação e seleção de projetos; e o aperfeiçoamento das análises e da estrutura dedicada às concessões e parcerias público-privadas.

O relatório é resultado de uma missão do FMI, solicitada pela Secretaria do Tesouro Nacional, realizada ao longo do segundo semestre de 2017. Foram avaliados 15 temas chaves, relacionados às fases de planejamento, alocação de recursos e implementação de projetos.

Falta de planejamento

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, prega que os investimentos no país são mal planejados, avaliados e executados. Segundo Mansueto, as obras não têm, por exemplo, um planejamento do fluxo orçamentário. “Uma obra que será executada ao longo de três, quatro anos, não tem planejamento do fluxo orçamentário ao longo desse período. As obras são interrompidas, depois retomadas, e tem de fazer aditamento de contrato, com renovação de custos", declarou.

Além disso, segundo ele, quando há frustração de receitas orçamentárias as verbas dos investimentos, muitas vezes, são sacrificadas" para cumprir as metas fiscais.

Por Alderi Dantas, 04/12/2018 às 21:05 - Com informações da Agência Brasil

03/12/2018

Fraude com CPF viabilizou disparo de mensagens de WhatsApp na eleição

Relato e documentos apresentados à Justiça do Trabalho e obtidos pela Folha de S. Paulo detalham o submundo do envio de mensagens em massa pelo WhatsApp que se instalou no Brasil durante as eleições deste ano.

Uma rede de empresas recorreu ao uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular e garantir o disparo de lotes de mensagens em benefício de políticos.

Entre as agências envolvidas no esquema está a Yacows. Especializada em marketing digital, ela prestou serviços a vários políticos e foi subcontratada pela AM4, produtora que trabalhou para a campanha de Jair Bolsonaro (PSL).

Ainda durante a campanha, o WhatsApp bloqueou as contas ligadas às quatro agências de mídia citadas em reportagem da Folha por fazerem disparos em massa: Quickmobile, Croc Services, SMS Market e Yacows.

Segundo relato, as empresas cadastraram celulares com nomes, CPFs e datas de nascimento de pessoas que ignoravam o uso de seus dados. A Folha teve acesso a uma relação de 10 mil nomes de pessoas nascidas de 1932 a 1953 (de 65 a 86 anos) que, segundo informação, era distribuída pela Yacows aos operadores de disparos de mensagens como parte importante do esquema.

A lei exige o cadastro de CPFs existentes para liberar o uso de um chip. Como o WhatsApp trava números que enviam grande volume de mensagens para barrar spam, as agências precisavam de chips suficientes para substituir os que fossem bloqueados e manter a operação.

Acesse AQUI a reportagem completa de Artur Rodrigues Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo.

Postado em 03/12/2018 às 20:37

02/12/2018

A luz e as trevas na política do Assu

Por Alderi Dantas - Jornalista

- No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia: e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. Disse Deus: haja luz. E houve luz. Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre luz e as trevas (Gênesis 1). 


Pois bem, precisamos mais do que nunca fazer a separação entre a luz e as trevas na seara política e, principalmente, na política do Assu. A discussão germina na esteira do papel disforme e vazio de uma parte dos atores da representação política e no dualismo verbal da outra parte, porém nesse momento ficarei apenas com a banda do legislativo. Outras faces e zebras deixarei para fazer em outro ensaio.

Em Assu, a tese das trevas é sustentável – entre outros fatos – na esteira do discurso dinossauro do vereador Francisco de Assis Souto (Tê) quando, por exemplo, em uma das sessões ordinárias do legislativo assuense, mirou os vereadores da base oposicionista ao Doutor (Gustavo Soares) e a Professora (Sandra Meireles) e na sua mais fiel arrogância política gritou a plenos pulmões: “Vocês perderam a eleição e vão ter de engolir doutor Gustavo” e, fechou: “Se conformem. Vocês vão ficar na peia”. Esqueceu o vereador Francisco de Assis Souto (Tê) na sua atitude prepotente que 16. 976 eleitores não votaram no doutor, 491 eleitores votaram branco e 1.240 eleitores anularam o voto, a pergunta é: o que sobrará para esse universo de gente, “peia” também? Preto no branco, parece que sim, haja visto os vinte e três meses e dois dias da gestão. Mas, tem quem confesse que a “peia” ultrapassa esse universo e alcança grande parte dos 18.217 eleitores do doutor.

As trevas andou rodeando também o discurso da vereadora Elisangela Albano na sua tentativa de fazer a separação entre a luz e as trevas no tocante ao não cumprimento do cardápio alimentar conforme as especificações nutricionais e, principalmente, de acordo com o edital licitatório realizado na atual gestão. Na guerra, a vereadora usando o princípio maquiavélico: “os fins justificam os meios”, para alcançar seu propósito de defesa disse que visitando uma escola na gestão anterior (Ivan Júnior) encontrou pão seco na merenda. Mas, porque então a vereadora Elisangêla Albano não cumpriu naquele momento o seu verdadeiro papel, denunciando o problema e buscando providências junto aos devidos órgãos? Pois, não consta nos registros que a vereadora tenha denunciado tal situação naquele momento aos órgãos de fiscalização e controle da gestão pública.

Mas, o encontro do ruim com o pior das trevas veio com muita intensidade no decorrer do ano de 2018 nas ações e palavras do vereador João Wálace no teatro da guerra para manter-se na presidência da Câmara Municipal do Assu, assim como nos aplausos da vereadora Fabielle Bezerra ao poderio do seu colega presidente. E, por último, na acolhida da empáfia – relato logo acima – do vereador Francisco de Assis Souto (Tê) por corações e mentes massacradas, a ponto de elegê-lo presidente da Câmara para o biênio 2019/2020.

É compreensível a propagação da luta em defesa do engajamento político de grupos, no entanto, dispor de um mandato para servir mais de bastião político do que qualquer outra missão é transgredir a função legislativa.

Como se percebe, as trevas imperam com muita intensidade na política do Assu e, consequentemente, falta luz para que a Aldeia Grande brilhe no firmamento das suas potencialidades e grandezas.

Postado em 02/12/2018 às 21:00