13/03/2018

Frente Parlamentar mobiliza mulheres assuenses durante o Março Mulher 2018

A Frente Parlamentar em Defesa da Mulher de Assú, iniciativa de autoria do mandato da vereadora Delkiza Cavalcante, na Câmara Municipal do Assú, vem dando a sua contribuição em favor da garantia dos direitos da mulher, fazendo desse tema uma bandeira de atuação parlamentar na Casa Legislativa e fora dela.

Formada pelas vereadoras Delkiza Cavalcante (presidente), Beatriz Rodrigues, Fabielle Bezerra e Elizângela Albano, e ainda, Liana Melo e Quézia Albano, como representantes da sociedade civil, a Frente traçou para esse mês de março, quando é comemorado o Dia Internacional da Mulher, uma programação com várias atividades e, nesta quarta-feira, 14, das 8h às 10h, no espaço Empreendedor do Sebrae/Assú, acontece um momento voltado aos cuidados com a saúde com mastologista, ginecologista e clínico geral.

Na programação ainda será vivenciado neste mês o I Simpósio de Direitos da Mulher, aprovação do Projeto de Lei de Criação do Conselho Municipal da Mulher, Sessão Solene e entrega da comenda Zilda Arns e um dia de ações de apoio e incentivo ao empoderamento e empreendedorismo da mulher.

Por Alderi Dantas, 13/03/2018 às 18:35

12/03/2018

Academia Assuense de Letras e Nova Acrópole firmam cooperação para evento da Semana da Arte 2018

Uma parceria firmada entre a Academia Assuense de Letras e a Escola Internacional de Filosofia Nova Acrópole, unidade Mossoró, trará a cidade do Assu na próxima quinta-feira, 15, às 19h30, no Cine Teatro Pedro Amorim, uma das células da programação que irá ocorrer no período de 12 a 17 em todo o país, nas cidades em que a Nova Acrópole está presente.

A Nova Acrópole tem como propósito a difusão e promoção de valores humanos por meio de três vias: Filosofia, Cultura e Voluntariado, atualmente, presente em 60 países.

A Semana da Arte da Nova Acrópole de 2018 visa refletir sobre o papel da Arte como uma ponte para o humanismo e cultivo do conhecimento. E, para isso, realiza em Assu uma programação repleta de Filosofia e Cultura, com a palestra magna "Viver com arte - A beleza como expressão da vida", proferida pelo professor Ádison Mitre, e um sarau poético com membros da Academia Assuense de Letras e a participação especial do poeta Antonio Francisco. O acesso é gratuito.

Por Alderi Dantas, 12/03/2018 às 13:40

08/03/2018

RN tem mais de 12 mil processos em tramitação sobre violência doméstica e familiar contra a mulher

A Justiça do Rio Grande do Norte iniciou o mês de março, quando é comemorado o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, contabilizando 12.486 processos em tramitação sobre violência doméstica e familiar contra a mulher. 

Apenas nos cinco Juizados especializados existentes – três em Natal, um em Mossoró e um em Parnamirim – são 6.023 processos existentes. O levantamento foi feito pela Secretaria de Gestão Estratégica do Tribunal de Justiça do RN com dados extraídos até o dia 2 de março.

De acordo com os números, a comarca com maior número de processos desta natureza é Natal, com 3.099 processos, seguida por Parnamirim (2.373) e Mossoró (845). Completam a lista das dez comarcas com maior concentração de casos Goianinha (437), Macaíba (401), Ceará-Mirim (399), Santa Cruz (326), Assú (305), Caicó (304) e São José de Mipibu (277).

Epidemia de violência

Em 2013, o Brasil passou a ser o quinto país onde mais se matam mulheres, com uma taxa de 4,8 homicídios de mulheres a cada 100 mil, segundo o Mapa da Violência 215. Dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% destes casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex. Essas quase 5 mil mortes representam 13 homicídios femininos diários em 2013.

A mudança na penalização dos assassinatos femininos para homicídio qualificado determinou penalidades mais duras e inafiançáveis aos casos que envolverem violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher. No Brasil, o crime de homicídio prevê pena de seis a 20 anos de reclusão. No entanto, quando for caracterizado feminicídio, a punição parte de 12 anos de reclusão.

Por Alderi Dantas, 08/03/2018 às 21:20

Motoristas do RN terão acesso a CNH digital a partir desta quinta (8)

Os motoristas do Rio Grande do Norte podem acessar a versão digital da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a partir desta quinta-feira (8), através de um aplicativo de celular. A CNH digital tem o mesmo valor jurídico da CNH impressa.

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN), o serviço é gratuito e válido para condutores que possuem a CNH com QR Code, que é o código necessário para que a CNH ser lida por aparelhos eletrônicos.

Segundo o Denatran, será necessária conexão com a internet somente no primeiro acesso, quando é feita uma senha com quatro dígitos. Depois, a CNH estará disponível de modo off-line.

Quem não possui a carteira de habilitação com QR Code, precisa renovar o documento antigo para ter acesso a versão do aplicativo.

De acordo com informações repassadas pelo setor de Estatística do Detran, o RN conta com 825.570 condutores cadastrados na base de dados do sistema de Registro Nacional de Carteira de Habilitação (Renach). Desse total, 170.644 condutores já possuem CNH com QR-Code, ou seja, em torno de 21% dos motoristas habilitados do Estado.

Por Alderi Dantas, 08/03/2018 às 07:02

07/03/2018

Martírio sofrido pela Beata Lindalva Justo faz 25 anos

A terra natal da Beata Lindalva, Assu (RN), organizou uma programação para lembrar os 25 anos de seu martírio. Para isso, vai acontecer, de 09 a 11, uma ação missionária com a participação de membros da Família Vicentina, leigos e leigas das Paróquias de Assu, Pau dos Ferros e outras a fim de incentivar a vida, santidade e vocação da Beata Lindalva Justo.

No entanto, nesta quarta-feira, 7, às 19h30, realiza-se a devoção das “Mil Ave Marias” na intenção da missão, na Capela de Nossa Senhora das Graças, no Patronato – Pau dos Ferros e uma Missa da Graça nesta intenção, na Paróquia da Beata Lindalva e São Cristóvão – Assu.

Programação da Missão


09, 10 e 11/03 - Adoração nas capelas de Nossa Senhora das Graças, Santo Antônio e São Benedito – Pau dos Ferros

Sexta-feira – 09/03

6h – Via Sacra

Paróquia de São João Batista – Saída da residência da mãe da Beata, dona Lúcia, até a Matriz de São João; Paróquia da Beata Lindalva e São Cristóvão – Saída da ABIL

Café partilhado dos missionários

8h – Visita às famílias

14h30 – Visita às famílias

18h – Jantar

19h – Celebração penitencial nas capelas da cidade

Sábado – 10/03

6h – Ofício da Imaculada Conceição nas capelas da cidade

Café partilhado

8h – Continuação das visitas às famílias

15h – Encontro com a juventude católica das duas paróquias no salão da Capela São Tarcísio

- Despertar vocacional com a partilha da vida e santidade da Beata Lindalva e testemunhos pessoais de vivência vocacional – Unir os SAVs

- Caminhada para a Capela São José – Frutilândia

- Recitação do Terço Mariano – em caminhada

19h – Celebração da Eucaristia – Pe. José Moreira

- Apresentação da peça teatral "Lind'Alva do Assu, flor do Vale" - Juventude Franciscana (JUFRA)

Domingo – 11/03

8h – Missa na Matriz de São Batista- presidida pelo Bispo Dom Mariano Manzana

9h30 – Encontro com leigos das paróquias para divulgar os grupos da Família Vicentina: Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP), Associação Internacional de Caridades (AIC) e Juventude Mariana Vicentina (JMV)

9h30 – Reunião de representantes para fortalecer o projeto de divulgação da vida e santidade da Beata Lindalva

11h – Avaliação da missão

12h – Almoço e retorno

Fique por dentro – A Beata Lindalva Justo de Oliveira, FDC, nasceu em Assu (RN) em 20 de outubro de 1953 e foi barbaramente assassinada em Salvador, em plena Sexta-feira Santa, dia 9 de abril de 1993. Religiosa das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, proclamada beata mártir pela nossa Igreja no dia 2 de dezembro de 2007. Seus restos mortais encontram-se na Capela das Relíquias da Beata Lindalva, na região central da cidade de Salvador, desde o dia 6 de abril do ano de 2014.

Martírio – No amanhecer do dia 9 de abril, Sexta-feira Santa, Irmã Lindalva participou da Via-Sacra, na Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, em Salvador/BA. Ao regressar, serviu o café da manhã aos idosos, como de costume. A irmã – ocupada com o serviço – não percebeu que Augusto (interno) se aproximava. Foi surpreendida com um toque no ombro. Ao virar-se, recebeu os golpes que lhe tiraram a vida. Um senhor ainda tentou intervir, mas Augusto ameaçou de morte quem ousasse se aproximar. Após o crime, o assassino foi esperar a polícia sentado em um banco, na frente do abrigo. Após condenação, foi internado em um manicômio judiciário. Os médicos legistas identificaram 44 perfurações no corpo da religiosa. Imediatamente seu assassinato foi identificado pela comunidade católica como martírio e associou a tragédia às celebrações da Sexta-Feira da Paixão.

Para saber mais sobre a Beata Lindalva acesse AQUI e curta a fanpage.

Por Alderi Dantas, 07/03/2018 às 16:11

Governo do RN é cobrado por diálogo e solução para greve da UERN

Em pronunciamento na sessão plenária desta terça-feira (6), a deputada estadual Márcia Maia fez críticas ao Governo do Estado do RN pela forma com que vem conduzindo a Universidade do Estado (UERN) e a falta de diálogo, ações e soluções. “A UERN tem um papel fundamental na interiorização da educação superior e isso precisa ser valorizado”, afirmou.

A deputada cobrou mais respeito com as reivindicações dos docentes e servidores da UERN em torno dos salários em dia para que a greve chegue ao fim, investimentos para a instituição e, entrou com a solicitação da formação de uma comissão para intervir junto ao Governo do Estado no estabelecimento do diálogo em favor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Por Alderi Dantas, 07/03/2018 às 06:30

06/03/2018

CVC Assu recebe prêmio por desempenho em Convenção de Vendas em Dubai

Desembarcando da Convenção de Vendas da CVC em Dubai, a franqueada da loja CVC Assu, Andréa Medeiros, chega com muitas novidades para inserir no mercado, principalmente, com foco para colocar Dubai e outros destinos asiáticos na rota dos turistas assuenses.

A operadora de viagens CVC e a companhia aérea Emirates fecharam um acordo que prevê a criação de um hub de atendimento em português para turistas brasileiros em Dubai e tarifas especiais para destinos próximos – como, Abu Dhabi, Líbano, Egito, Maldivas, Tailândia e Turquia.

“Dubai vem se tornando um destino cada vez mais acessível ao bolso do consumidor brasileiro”, afirma Andréa Medeiros, acrescentando que a operadora parcela os pacotes para o emirado em até 12 vezes sem juros.

RECONHECIMENTO

Encerrada no último sábado, 3, a Convenção contou com uma cerimônia de homenagens prestadas aos líderes de vendas que tiveram os maiores crescimentos acumulados em 2017 em todo o Brasil. Neste quesito, a CVC Assu recebeu uma placa de reconhecimento por posicionasse entre as 20 agências que mais cresceram no ano de 2017.

“Vir para Dubai já é fantástico e ganhar um prêmio por está entre as 20 agências que mais cresceram no ano de 2017 é maravilhoso. Agradeço muito a cidade do Assu e aos nossos clientes e amigos por acreditarem e prestigiarem a CVC Assu”, frisou Andréa.

Ao todo, 1.700 líderes e gerentes de vendas de todo o país se reuniram para um balanço e o planejamento estratégico em torno das vendas da CVC para os próximos anos.

Por Alderi Dantas, 06/03/2018 às 21:10

Matrículas para cursos de inglês no Campus da UERN de Assu seguem até o dia 16

A Coordenação da Escola de Línguas do Departamento de Letras Estrangeiras (ELDELE) do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em Assu, segue com matrículas abertas para os cursos de idiomas até o dia 16 de março. As vagas ofertadas são para as turmas referentes ao primeiro semestre de 2018 e início das aulas no próximo dia 17 de março.

Os cursos de idiomas em língua inglesa são voltados para discentes, docentes e técnicos administrativos da UERN, bem como interessados da comunidade externa. Os interessados deverão ter idade mínima de 12 anos. Cada turma deverá contar com no mínimo 12 alunos e no máximo 18.

As matrículas deverão ser feitas na Coordenação da Escola de Línguas, no Campus Avançado de Assu, das 8h às 13h. No ato de inscrição, os interessados devem apresentar o formulário de matrícula, preenchido e assinado pelo aluno ou responsável, uma foto 3×4 recente, documento oficial de identidade com foto e original do comprovante de transferência bancária ou do comprovante de depósito feito em guichê bancário ou em lotérica, do qual deve constar a identificação do depositante, no valor de R$ 180,00, referente à taxa de matrícula.

Acesse o edital AQUI.

Por Alderi Dantas, 06/03/2018 às 12:50

23/02/2018

Sessão Solene nesta sexta-feira, 23, marca terceiro ano da Academia Assuense de Letras

Uma Sessão Solene na Câmara Municipal do Assu proposta pelo mandato da vereadora Delkiza Cavalcante, homenageará o terceiro ano de fundação da Academia Assuense de Letras, nesta sexta-feira, 23, às 19h30.

Fundada em 23/01/2015, a Academia Assuense de Letras tem por finalidade o cultivo, a preservação e a divulgação do vernáculo, da literatura, da história e da atividade cultural em seus múltiplos aspectos e, vem desenvolvendo nesse período um trabalho em torno de ações e projetos que resgata e valoriza a identidade cultural do Assu.

Durante a cerimônia serão condecorados os 14 membros que atualmente forma o quadro da Academia. Os acadêmicos são: Antonio Alderi Dantas (jornalista e escritor – Cadeira 1); Auricéia Antunes de Lima (jornalista e escritora – Cadeira 2); Francisco de Assis Medeiros (advogado e poeta – Cadeira 3); Francisco José Costa dos Santos (professor e escritor – Cadeira 4); Ivan Pinheiro Bezerra (historiador e escritor – Cadeira 5); Fernando Antonio Caldas (pesquisador e escritor – Cadeira 6); Fernando Antonio de Sá Leitão Morais (engenheiro e poeta – Cadeira 7); Paulo de Macedo Caldas Neto (professor e escritor – Cadeira 8); Francisco das Chagas Pinheiro (odontólogo e cronista – Cadeira 9); Alan Eugênio Dantas Freire (professor, músico e poeta – Cadeira 10); Francisco Jobielson da Silva (professor e ator – Cadeira 11); Francisco Wagner de Oliveira (artista plástico – Cadeira 12); Paulo Sérgio de Sá Leitão (professor e poeta – Cadeira 13); e Joacir Rufino de Aquino (professor e escritor – Cadeira 14).

Para a vereadora Delkiza, a proposta vem reconhecer o trabalho profícuo de uma instituição que demonstra em tão pouco tempo de vida uma grandiosidade na difusão e no desenvolvimento cultural do município.

Segundo Francisco José Costa dos Santos, acadêmico e presidente da instituição, o momento fortalece a Academia Assuense de Letras. A proposta dá mais força na concretização dos objetivos da instituição e, por fim, compreende o momento como histórico e sente-se honrado em nome da Academia com a distinta proposição apresenta pela edil no plenário da Câmara Municipal do Assu. 

Por Alderi Dantas, 23/02/2018 às 06:53

20/12/2017

MPRN ajuizou 54 ações contra grupo de funcionários, empresários e parentes do ex-prefeito de Macau, Flávio Veras

A 1ª Promotoria de Justiça de Macau ofereceu 44 denúncias e 54 ações por ato de improbidade administrativa contra grupo de funcionários públicos e empresários liderados pelo ex-prefeito de Macau, Flávio Vieira Veras, requerendo a devolução aos cofres públicos de mais de R$ 10 milhões. Entre as ações, destacam-se fraudes relativas a contratações de bandas e de trios elétricos para realização de festas na cidade.

Exemplo disso foi a contratação de quatro trios elétricos para o carnaval de 2012, que custaram aos cofres públicos o valor de R$ 946 mil, quando, na verdade, os donos dos trios só receberam R$ 165 mil. A diferença, mais de R$ 780 mil, foi depositada nas contas bancárias de José Romildo da Cunha (pessoa de confiança de Flávio Vieria Veras), João Leonilson Viana Pinheiro, (representante da banda Zumzumbaba), Luciana Alves da Silva (esposa do ex-prefeito Kerginaldo Pinto), Denise Maria Araujo de Souza (tia do cantor Serginho Lisboa) e Micheline da Silva Marques (esposa de José Romildo da Cunha), todos tendo ligações com o ex-prefeito.

Na gestão de Flávio Veras, o Ministério Público constatou, ainda, o desvio de dinheiro público em diversas obras realizadas pela Prefeitura. Entre elas, está a obra de pavimentação das avenidas Santanese e Manoel Casado. No período de dois anos, essas avenidas foram asfaltadas três vezes pela construtora Luiz Costa, uma obra que custou R$ 6 milhões. Além disso, foi feita a pavimentação do Beco do Siri que, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), não teve nenhuma utilidade pública, porque na rua não trafegam carros. Outra despesa questionada foi o pagamento à empresa MAC, com recursos da Prefeitura de Macau, de uma rede elétrica com seis postes de alta-tensão na Praça de Eventos, mas que nunca foram instalados.

Em inspeção realizada pelo TCE/RN, foi constatado, ainda, superfaturamento das obras do Enrocamento da Praia de Camapum e do Matadouro Público. Para o TCE, a despesa, além de superfaturada, foi um desperdício de dinheiro público, pela falta de utilidade pública do prédio.

Na ocasião dos ajuizamentos dessas ações judiciais, o Ministério Público do RN finalizou a Operação Maresia, ajuizando a Ação de Responsabilização por Ato de Improbidade Administrativa contra a empresa TCL, que realizava limpeza pública na cidade, e contra a empresa de Johnny Mac Donald Lucas, MAC Construções.

Aprofundando as investigações, foi constatado enriquecimento de mais de R$ 6 milhões das empresas Comercial Vieira Veras (Flavio's Eletromóveis), da Comercial M E (Atacadão Vieira), da M S Marques ME (Pousada Pontal dos Anjos), da J R da Cunha (J R Produções Artísticas), da Montadora Distribuidora Importadora e Exportadora de Motos Vieira Ltda – EPP (Vieira Motos) e da Marinho Comércio de Derivados de Petróleo Ltda (Posto Salinas). Todas elas pertencentes a parentes e amigos do ex-gestor Flávio Vieira Veras.

Até a mãe do ex-prefeito, a senhora Djacira Vieira Veras, teve seu patrimônio aumentado. Ela é sócia-administradora da Flávio Eletromóveis e do Atacadão Vieira. Além dela, também demonstraram aumento patrimonial Manoel Vieira Neto, irmão do ex-prefeito Flávio Veras e sócio-administrador do Atacadão Vieira e da Vieira Motos; Josicleide Fernandes Fonseca Costa, pessoa de confiança do ex-prefeito, sócia-administradora da Atacadão Vieira; Raimundo Nonato Tavares Júnior, funcionário da Atacadão Vieira e sócio-administrador da Vieira Motos; Jemima Marinho Vieira Diniz Aladim, prima do ex-prefeito Flávio Veras, e casada com o vice-prefeito de Macau, Rodrigo Antônio Medeiros Aladim de Araújo, ambos donos do Posto Salinas.

A Promotoria de Justiça de Macau ajuizou também ação de improbidade administrativa contra Micheline Silva Marques e José Romildo da Cunha (seu marido, amigo do ex-prefeito), proprietários da Pousada Pontal dos Anjos por serem supostos laranjas em esquemas de corrupção.

Por fim, destacam-se também investigações que apontaram desvio de dinheiro público na reforma da Escola Municipal Padre João Penha Filho, devido ao superfaturamento e a pagamentos à empresa de Johnny Mac Donald Lucas, MAC Construções, sem que os serviços tenham sido realizados. O Ministério Público constatou que os gestores de Macau à época realizaram dois aditivos contratuais que provocaram um aumento de 100% do valor da obra, sendo ela orçada em R$ 2.023.997,00, quando o então prefeito Kerginaldo Pinto do Nascimento pagou o valor exorbitante de R$ 3.001.182,00.

Para a 1ª Promotoria de Justiça de Macau, com base nas ações citadas e em diversos outros procedimentos investigatórios que ainda tramitam, durante 12 anos em que a organização criminosa esteve à frente da gestão pública, a Prefeitura de Macau sofreu constante desvio de dinheiro público, que refletem atualmente no sucateamento dos serviços públicos de saúde, de educação e no atraso dos salários do funcionalismo público, restando à população macauense os efeitos desses desvios.

Por Alderi Dantas, 20/12/2017 às 06:27  - Fonte: Portal de notícias do Ministério Público do RN 

11/12/2017

Pagamento dos Servidores e o diálogo de surdo mudo do governador Robinson Farias

Neste domingo, 10 de dezembro, a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte – SINSP/RN, Janeayre Souto, chamou a atenção para o diálogo de surdo mudo do governador Robinson Farias com relação ao pagamento dos meses de novembro, dezembro e do 13º salário dos Servidores Ativos, Inativos e Pensionistas do Estado do Rio Grande do Norte.

Janeayre Souto, ainda afirma que tomou conhecimento que praticamente já foi batido o martelo de que das três folhas que faltam ser pagas (novembro, dezembro e o 13º salário) dos Servidores Ativos, Inativos e Pensionistas do Estado do Rio Grande do Norte, o governador Robinson Farias, está garantindo somente o pagamento do 13º salário, para o ano de 2017. Isto é, as folhas relativas aos meses de novembro e dezembro ficarão para serem pagas no ano de 2018. E ela fecha, interrogando: Quando? Não se sabe.

A notícia na íntegra pode ser acessada AQUI.

Por Alderi Dantas, 11/12/2017 às 06:53 

07/12/2017

A Câmara do Assu e a mesmice do bloco da situação

O texto adentra o legislativo assuense, mas antes de chegar até ele antecipo a informação de que o relator da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 na Câmara Municipal de Natal, vereador Ubaldo Fernandes (PMDB), recebeu 256 emendas ao projeto enviado pelo Executivo. Do total, 217 foram consensuais, 31 não consensuais e oito foram retiradas de pauta.

“As emendas consensuais, entre o Executivo, a bancada governista e a oposição, serão aprovadas em bloco. As não consensuais serão votadas individualmente, como destaques, e serão submetidas ao debate político”, explicou Ubaldo. O Município prevê Orçamento de R$ 2,7 bilhões para o próximo ano.

A Lei Orçamentária Anual é elaborada pelo Poder Executivo e encaminhada para apreciação do Legislativo com todas as previsões de despesas e receitas para o ano seguinte. É por meio dela que é definida a destinação dos recursos movimentados pela Prefeitura. Os vereadores podem modificá-la.

Quando falamos, estudamos ou analisamos a política de qualquer país, estado ou município sempre nos deparamos com as expressões “oposição” e “situação” para caracterizar aqueles políticos que são a favor ou contra o governo.

A oposição política realmente é algo central não apenas para o funcionamento dos regimes democráticos, do ponto de vista das cobranças as ações governamentais, mas como também para a própria caracterização do que é um sistema democrático. Não podemos compreender oposição e situação como aquele que está certo e aquele que está errado. Não funciona assim. Mas, o que vemos no legislativo assuense é a falta de diálogo entre partidos e políticos de situação e oposição. A situação tem repetidas vezes diminuído a oposição a nada.

E quando isso acontece, as discussões e vetos de projetos que trariam benefícios para o povo são simplesmente deixados de lado por disputas políticas, colocando em risco o andamento da própria vida do município. Deixando que as decisões sobre o andamento do município sejam tomadas por aquela bancada que tem a maioria na Casa Legislativa.

Infelizmente, o mal da maioria dos políticos brasileiros, idem assuenses e idem situacionistas, é a preocupação em combater o lado oposto pensando nos partidos, coligações e chefes políticos, esquecendo que sua missão na vida pública é representar o povo, apoiando, debatendo, sugerindo e acompanhando estratégias para o bem estar da sociedade.

Esse debate vem à tona neste finalzinho de ano, exatamente, porque diferente dos vereadores natalenses que chegaram em um consenso em torno da apresentação das emendas na Lei Orçamentária Anual para o ano de 2018, em Assú o situacionismo vem puxando uma queda de abraço para mostrarem que são mais fortes e capazes de derrubar EMENDAS para atletas, para pessoas excepcionais, etc, etc, etc, sem nenhum parecer constitucional ou contábil. No tocante, ao Projeto do Bolsa Atleta, a situação alega que não existe um projeto legislativo regulamentando-o, mas os mesmos vereadores estão votando favoráveis a recursos para projetos do executivo sem projetos anteriores regulamentando-os. Eis, que surge a dúvida: será que eles não leram a Lei Orçamentária Anual e vão votar favoravelmente apenas porque veio do prefeito e como fiéis partidários dizem sim, sim e sim?

Por Alderi Dantas, 07/12/2017 às 15:30 

30/11/2017

Assu: vereadora Delkiza Cavalcante apresenta emendas ao orçamento municipal

O mandato da vereadora Delkiza Cavalcante apresentou emendas propostas à Lei Orçamentária Anual 2018 (LOA) e ao Plano Plurianual 2018-2021 (PPA). Ao todo foram protocoladas oito (08) emendas, todas elas de competência modificativa (quando se propõe novo destino ao recurso já existente no orçamento).

As referidas emendas cumpriram os trâmites legais e parecer favorável em todas as etapas, faltando somente o aval para seguir para votação no plenário da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira presidida pelo vereador Francisco de Assis Souto (Tê) e tendo como membros titulares os vereadores Waldson Henrique Pereira Bezerra e Fabielle Cristina de Azevedo Bezerra. Desta forma, a vereadora Delkiza destaca a importância do voto favorável desta comissão no sentido de que o município não deixe de realizar as referidas ações alegando que elas não foram incluídas no orçamento aprovado pelos vereadores.    
  
Das emendas propostas ao Orçamento 2018 está uma de Apoio a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Assú – APAE/Assú, instituição que desempenha um papel importantíssimo frente à problemática da pessoa com deficiência e sua inclusão social, no entanto, depende para isso do constante apoio de recursos humanos, materiais e financeiros para que esteja em condições de atender a demanda recebida em busca de atendimentos.

Para a vereadora Delkiza Cavalcante, o apoio a APAE tem um significado importante para a comunidade, os assistidos e as famílias, visto que ele possibilita a continuidade das atividades oferecidas pela instituição. Dentre outras emendas, Delkiza está propondo destinação financeira para a filarmônica, Programa Bolsa Atleta Municipal e corte de terra e, ainda, uma que não trata de recursos financeiros, apenas mudança no elemento de despesa, ou seja, em vez de “festejos religiosos” passe a chamar-se “eventos sócios culturais”.

EMENDAS FINANCEIRAS PROPOSTAS:
- Manutenção das Ações da Filarmônica Cristovão Dantas;
- Manutenção do Programa Bolsa Atleta;
- Manutenção das Ações do Artesanato Assuense;
- Construção, Ampliação e Reformas na Central de Abastecimento Sofia Frutuoso;
- Construção Ampliação e Reformas no Mercado Manoel Pessoa Montenegro;
- Manutenção do Programa Corte de Terras nas comunidades Rurais;
- Apoio a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Assú – APAE/Assú.

Por Alderi Dantas, 30/11/2017 às 06:29 

28/09/2017

Sancionada lei que estabelece novas regras para registro de nascimento

Uma importante conquista para o movimento municipalista foi sancionada nesta quarta-feira (27): a Lei 13.484/2017, que altera a Lei de Registros Públicos. O texto, publicado no Diário Oficial da União (DOU), permite que a certidão de nascimento indique como naturalidade do filho o Município de residência da mãe na data do nascimento, se localizado no País.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, ressalta que a sanção representa uma importante conquista para o movimento municipalista. Ele aponta que a modernização da legislação vai beneficiar os Municípios em que não há hospital.

De acordo com a publicação, “a naturalidade poderá ser do Município em que ocorreu o nascimento ou do Município de residência da mãe do registrando na data do nascimento, desde que localizado em território nacional, e a opção caberá ao declarante no ato de registro do nascimento”.

Para Ziulkoski, a MP representa grande avanço, tendo em vista que a atual legislação impede a realização de partos fora de hospitais ou maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, muitas cidades estavam sem registros de nascidos há anos, como em Cumaru (PE) ou Mariana Pimentel (RS).

Por Alderi Dantas, 28/09/2017 às 06:20

12/07/2017

Trabalhador entenderá que perdeu com a reforma quando for atrás de direitos

Por Leonardo Sakamoto*Blog do Sakamoto

O Senado Federal aprovou, na noite desta terça (11), a Reforma Trabalhista sem fazer nenhuma alteração no texto do projeto que veio dos deputados federais. Para evitar que mudanças levassem o projeto de novo à Câmara, Temer, via senador Romero Jucá, prometeu algumas migalhas de concessão aos senadores que topassem jogar no lixo sua função de casa revisora através de medidas provisórias e vetos. 

No melhor estilo Arquivo X (Eu quero acreditar), senadores da base se deram por satisfeitos e apertaram sim. Mas nem bem o corpo da reforma esfriou, o presidente da Câmara Rodrigo Maia já avisou que vai barrar qualquer MP que tente mudar o projeto. E o presidente do Senado, Eunício Oliveira, deu uma de joão-sem-braço, dizendo que não era com ele. Os senadores-empresários e senadores que representam empresários, que são a maioria, devem ter pensado: amo muito tudo isso.

Se você está surpreso com esse balé é porque viveu isolado em alguma caverna nos últimos anos. E sem acesso a wi-fi. 

Ou porque não percebeu que parte dos jogadores muda as regras no meio do jogo, na surdina, de acordo com suas vontades. E os demais só percebem isso quando são excluídos da partida. 

Quando eu entrava em disputas de Banco Imobiliário e War (aviso aos mais xóvens: jogos de tabuleiro), decidíamos mudar as regras para fazer com o que elas andassem mais rápido. Quem já passou horas em intermináveis contendas com dados e pecinhas (sim, havia diversão antes de World of Warcraft e do Candy Crush), tentando ''Conquistar a Totalidade da Ásia e da América do Sul'', sabe bem do que estou falando. Já fiz essa analogia aqui antes, mas acho que ela cabe como uma luva.

Depois, a gente cresce e percebe que o mundo real é pior, bem pior. Por exemplo, defenestrar parte da legislação que protege a saúde, a segurança e a qualidade de vida do trabalhador no meio do jogo é uma opção defendida para acelerar o crescimento econômico. O problema é que a realidade – ao contrário dos jogos de tabuleiro – é feita de pessoas de carne e osso que não podem simplesmente recomeçar, com menos dignidade, no meio do caminho. 

Informatizar, desburocratizar, reunir impostos e tornar mais eficiente a relação de compra e venda da força de trabalho é possível e desejável e certamente geraria boa economia de recursos para empresários e de tempo para trabalhadores. Adaptar as regras trabalhistas a um mundo em processo de ''uberização'' também. Isso sem contar que ninguém é contra sobrepor o que é negociado entre patrões e empregados/sindicatos ao que está legislado – desde que signifique ganhos reais para ambos os lados.

O problema é que por trás do discurso do “vamos avançar” presente entre os defensores desta Reforma Trabalhista está também o desejo de tirar do Estado o papel de mediador da relação entre patrões e empregados, deixando-os organizando suas próprias regras. Quando um sindicato é forte e seus diretores não jogam futebol em churrascos com os diretores das empresas nos finais de semana, nem recebem deles presentinhos, ótimo, a briga é boa e é possível obter mais direitos do que aquele piso da lei. Mas, e quando não, faz-se o quê? Reclama com o Temer? 

A sociedade mudou, a estrutura do mercado de trabalho mudou, a expectativa de vida mudou. Portanto, as regras que regem as relações trabalhistas e a Previdência Social podem e devem passar por discussões de tempos em tempos. A função da política seria encontrar, através de muitos diálogo democrático e sereno, pontos de convergência que não depreciassem a vida dos trabalhadores e não mudassem as principais regras do jogo no meio de uma partida sem a concordância de todos. Daí, sim, as relações trabalhistas poderiam passar pela ''modernização'' sobre a qual discursou Temer, nesta terça (11), após a aprovação do projeto. 

Tem muita coisa na CLT que passou da hora de ser alterada. Mas o seu coração – impedir que o natural desequilíbrio entre trabalhador e capital seja aprofundado – deveria ter sido preservado. E não foi. 

Essa discussão não poderia ter sido conduzida de forma autoritária ou em um curto espaço de tempo. Pois essas decisões não deveriam servir para salvar o caixa público, o pescoço de um governo e o rendimento das classes mais abastadas (que brigam contra impostos sobre lucros e dividendos e sobre a progressividade do imposto de renda), mas a fim de readequar o país diante das transformações sociais sem tungar ainda mais o andar de baixo. 

Vai levar um tempo até que todas as dúvidas sobre a nova legislação sejam sanadas e saibamos o que esse monstrengo representa. Serão anos – especialistas que entrevistei falam de cinco a dez – até que sucessivos julgamentos baseados em interpretações do novo texto legal gerem jurisprudência sólida sobre o assunto. Isso sem contar todas as ações questionando a constitucionalidade da Reforma Trabalhista, que devem ser levadas a cabo por sindicatos ou pelo Ministério Público do Trabalho. 

Contudo, jornadas de trabalho mais longas e sem o devido pagamento de horas extras são esperadas a partir de agora, por exemplo. Da mesma forma, contratos de trabalho com menos garantias para a saúde, a segurança e a remuneração vão aparecer. O pacote muda mais de 120 pontos, muitos deles com tecnicalidades difíceis do público leigo compreender. A maior parte dos trabalhadores entenderão mesmo o que significa a Reforma Trabalhista apenas quando forem atrás de seus direitos na Justiça. 

Antes de qualquer reforma, teria sido importante melhorar a regulação do mercado de trabalho (aliás, regulação é algo péssimo por aqui), desenvolver a qualificação profissional de forma a gerar empregos mais sólidos, melhorar o sistema de ingresso nesse mercado (o que inclui dar efetividade ao serviço nacional de intermediação de mão de obra, pois o que existe em boa parte do país é o bom e velho ''gato'' intermediando) e, é claro, a redução na jornada sem redução de salário – pleiteada pelos trabalhadores e empurrada há anos. 

De todas as novas ações judiciais movidas no país, a mais frequente são reclamações por ''rescisão do contrato de trabalho e verbas rescisórias''. Esse item representou 11,75% do total ou 4.980.359 novas ações, sendo o assunto mais recorrente de todo o Poder Judiciário brasileiro. Dentro apenas da Justiça do Trabalho, o tema corresponde à quase metade (49,47%) dos novos casos. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Reforma Trabalhista tende a reduzir esses números, realmente. Mas transformando o que é hoje ''errado'' em ''certo'', num passe de mágica, e tornando inócuas reclamações de trabalhadores sobre suas próprias condições de trabalho. 

O cidadão deveria ter o direito de escolher um mandatário de acordo com a agenda que ele propusesse para os direitos trabalhistas e previdenciários. Com um programa de governo debatido, votado e eleito. 

Mas, aí, desconfio que não aconteceriam reformas.

Leonardo Sakamoto - É jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. É diretor da ONG Repórter Brasil e conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão.

Postado em 12/07/2017 às 19:00

10/07/2017

O que o “doutor” está esperando para cumprir com sua responsabilidade pela conservação do asfalto da rua Dr. Luiz Carlos?

O mundo da política é, frequentemente povoado por cinzas. Principalmente em mundos dominados por feudos familiares. Massas escuras se acumulam nos espaços e nas distâncias, dificultando a visão de atores (prefeitos, secretários e afins) e espectadores (população). É assim que o Assu hoje debate a questão em torno da responsabilidade da buraqueira que tomou de conta da camada asfáltica da rua Dr. Luiz Carlos – trecho urbano da RN 016 (Assu/Carnaubais).

A luta política, que se trava na arena esburacada da rua Dr. Luiz Carlos, é a teatralização de uma velha guerra que exibe bordões já desgastados e nenhum elemento de diferenciação do que já vimos no passado. Mais uma vez, o pano de fundo é o discurso voltado a empurrar gato por lebre para a população e insistir até a última hora com a semântica de que a obrigação pela conservação do asfalto da rua Dr. Luiz Carlos não é da prefeitura, é do Governo do Estado.

E enquanto as dissonâncias e paradoxos se multiplicam nos vãos e desvãos da prefeitura, das ruas e, principalmente, das redes sociais com tons emotivos, partidários e agarrado a cores, os transtornos continuam no dia a dia da vida da cidade e dos seus munícipes. É fato inegável que a qualquer momento podemos sofrer com a triste notícia de pessoas machucadas e/ou mortas como consequência da buraqueira em que está afundada a rua Dr. Luiz Carlos. Será esse o fato esperado para uma tomada de providência por parte do município?

Se não, por que tanta insensatez em cumprir uma responsabilidade que é da prefeitura? Pois é, você também achava que a responsabilidade pela conservação do asfalto desta artéria cabia ao Governo do Estado? Não, não é. A responsabilidade civil pela conservação da camada asfáltica, ou, simplesmente, pela conservação do asfalto dentro do perímetro urbano cabe de direito a Administração Pública local.

A questão é simples, conforme os parâmetros da legislação em vigor, as pessoas quando adquirem um determinado terreno para a construção de suas casas, ou estabelecimento de suas empresas, a transação envolve o pagamento de taxas, que abriga na sua musculatura tributos face ao custo de obras públicas que decorra valorização dos imóveis. Portanto, a obrigação de zelar pelo asfalto dentro do Município, é da Administração Pública local.

Nesse aspecto, a legislação também versa que todo e qualquer dano oriundo de defeitos ou problemas na camada asfáltica é de responsabilidade da Prefeitura do Município, parte legitimada para ser acionada judicialmente em ação civil de reparação de danos.

E, então, a que se atribui o fato desse jogo de empurra empurra no tocante a conservação do asfalto da rua Dr. Luiz Carlos? Má gestão na prefeitura do Assu ou má intenção? Ora, no Assu, tudo é possível.

Por Alderi Dantas, 10/07/2017 às 21:30

04/07/2017

Onde vai parar tanto descuido com a educação no Assu?

A pergunta, foi postada em uma rede social pela vereadora Delkiza Cavalcante, mas vale registrar que a fumaça atinge toda uma rede – alunos, pais e professores – e, sem dúvidas, tem proporções ameaçadoras. Afinal, como explicar que o ambiente na rede municipal de ensino esteja tão fora de ordem desde o primeiro dia letivo de 2017 até hoje – 04/07?

Massas escuras se acumulam em todos os espaços da secretaria municipal de Educação do Assu. É cinza o que vemos no transporte escolar, na merenda, no material didático (livros), no processo seletivo simplificado para contratação de professores. Há nuvens tirando a claridade para qualquer canto que se olhe nas curvilíneas estruturas da gestão educacional do município do Assu.

No entanto, alguns fatores balizaram a decisão de escolha do eleitor no “doutor” Gustavo Soares. No tocante ao item educação, o eleitor levou em consideração propostas como:

– Apoio e incentivo ao sistema de Escola em Tempo Integral;

– Programa ESCOLA MELHOR, que instituirá a gestão escolar democrática bem como, a democratização da merenda escolar na rede municipal de ensino.

– Apoio pedagógico aos professores para oferecer o suporte de ampliação dos conhecimentos necessários através de parceria continuada com a UERN;

– Garantir a implantação integral da política do Piso Salarial dos Professores;

– Adequar a estrutura física para consolidar a modalidade creche de ensino;

– Inserir disciplinas extracurriculares com o foco na construção da cidadania;

– Criar sistema de nucleação escolar para viabilizar atendimento dinâmico e sistematizado aos discentes, além de aperfeiçoar as funcionalidades ofertadas pelo sistema escolar;

– Criar suporte voltado para acompanhamento dos profissionais em educação em situações adversas, junto a especialidades (fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psicólogo, pedagogo) no intuito de contribui para um melhor desempenho educacional;

– Implementar sistema de criação e desenvolvimento das Olimpíadas Educacionais, assim como, projeto para elevar o índice de aprendizagem com base nos Sistemas – SAEB – Provinha Brasil – IDEB;

– Garantir o fornecimento de material escolar e fardamento à comunidade estudantil;

– Reformar, ampliar e manter as escolas municipais, conforme as necessidades de cada unidade escolar em atendimento a ampliação do número de vagas;

– Garantir o fortalecimento do transporte escolar na zona rural e nos bairros adjacentes;

– Criação do Sistema Municipal de Avaliação de Ensino;

– Criar o programa “ALUNO UNIVERSITÁRIO” de atendimento e apoio contínuo ao deslocamento de estudantes de nível superior para localidades distintas ao município do Assu.


Você percebe agora porque uma enorme onda de cobranças bate na porta do doutor Gustavo Soares, prefeito? É simples, apenas o espetáculo de propostas na fase eleitoral não adianta. O que então a gestão deve fazer? A resposta aponta para obviedade: cumprir o dever com o prometido. Inclusive, a admirável proposta – a princípio, vista como coisa de primeiro mundo ou muito pelo contrário – de criação de um sistema de nucleação escolar para viabilizar atendimento dinâmico e sistematizado aos discentes, além de aperfeiçoar as funcionalidades ofertadas pelo sistema escolar.

Ademais, na campanha também se pregou que “o respeito à população nortearia a adoção de novas práticas de gestão no município do Assu”. Portanto, cuidem! Respeito no cumprimento das propostas é, o mínimo, que a população do Assu espera.

Por Alderi Dantas, 04/07/2017 às 18:30 - - Foto: Arquivo