22/05/2015

Prefeitura do Assu fortalece combate à exploração sexual de crianças e adolescentes

A programação pelo Dia de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes organizada pela prefeitura do Assu por meio da secretaria municipal do Desenvolvimento Social e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), iniciada segunda-feira, dia 18, foi encerrada com uma grande caminhada na avenida Senador João Câmara – uma das principais artérias da cidade –, nesta sexta-feira (22), pedindo maior atenção da população para que denuncie crimes dessa natureza, de forma que se possa garantir a efetiva proteção às crianças.

A data lembrada em todo o Brasil no dia 18 de Maio,  em Assu teve uma intensa programação aberta oficialmente na segunda-feira (18), no Cine Teatro Pedro Amorim, com a palestra da doutora em Ciências Sociais pela UFRN, Glaúcia Helena Araújo Russo, tratando sobre “O papel dos sujeitos no trato do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes”, além da caminhada a programação durante a semana incluiu ainda a realização de outras atividades, entre as quais: pit-stop, apresentações culturais e exibição de filmes, envolvendo tanto as unidades da rede de ensino como a comunidade em geral.

A secretária de Desenvolvimento Social da prefeitura do Assu, Delkiza Cavalcante, informa que a população pode fortalecer cada vez mais a rede de aliados na luta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes usando os canais de denúncias como o Disque 100. Na internet, é possível entrar em contato com autoridades no site www.disque100.gov.br. No município, as vítimas do abuso e exploração sexual são amparadas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).



Histórico

A data instituída pela Lei nº 9.970, de 17 de maio de 2000, através de uma ação do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, foi escolhida em função de um crime que comoveu o Brasil, ocorrido na cidade de Serra, vizinha à cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, em 1973. Naquele ano, a menina Araceli Cabrera Sanches Crespo, de oito anos, foi espancada, violentada e assassinada. Os suspeitos do crime eram pessoas ligadas a duas famílias ricas do Espírito Santo e, apesar da repercussão e da cobertura da mídia, o caso ficou impune.

Por Alderi Dantas, 22/05/2015 às 23:50 -  Fotos: Dedé Ramalho e Eberlania Anselmo 

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